Servidores da Prefeitura de Salvador envolvidos em confusão na Câmara de Vereadores em 2025 são demitidos
Bruno Carianha se manifestou nas redes sociais e diversas organizações publicaram manifestações.

Foto: Danilo Puridade/ Câmara Municipal de Salvador
Três servidores da Prefeitura de Salvador, envolvidos na confusão ocorrida na Câmara de Vereadores em maio do ano passado durante a votação extraordinária sobre o reajuste do salário dos servidores, foram demitidos. O desligamento ocorreu por meio de decisão no Processo Administrativo (PAD) n°01/2026, que investigou o caso, e foi publicado no Diário Oficial do Município (DOM), na quinta-feira (19).
Segundo a portaria conjunta da Controladoria Geral do Município (CGM), da Guarda Municipal de Salvador (GMC), Secretaria Municipal de Saúde(SMS), Transalvador e a Secretária de Municipal de Ordem Pública (Semop) foram demitidos os guardas municipais Bruno da Cruz Carianha e Marcelo da Rocha Oliveira, além do agente de trânsito Helival Passos de Alcantara.
No mesmo processo, porém, foram absolvidos quatro dirigentes sindicais, os quais são o técnico de enfermagem Everaldo Alves de Oliveira Braga, a enfermeira Lilia Pereira Costa Cordeiro, o agente de trânsito Judário da Silva Santos e o salva-vidas Pedro Barreto Ribeiro.
O que disse Bruno Carianha
Por meio de um vídeo publicado nas suas redes sociais, o também diretor do Sindicato dos Servidores da Prefeitura e candidato a vereador pelo PSB, Bruno Carianha tranquilizou os colegas e disse que a demissão já era esperada, complementando que a prática é a cara do “Carlismo Goumert”. [Veja vídeo no final da matéria]
"Nós sabíamos que essa demissão viria, é a cara do Carlismo Gourmet, é esse Carlismo aí dos menudo lá do Marista”, disse.
Em seguida, ele afirmou que a gestão municipal está tentando impedir os trabalhadores de se manifestar contra o autoritarismo e os reajustes de salários feitos.
Bruno disse que vai resolver a situação judicialmente e que vai combater o Carlismo.
“Mas nós vamos manter a luta. Nós estamos aqui com os advogados, iremos continuar fazendo as ações judiciais, também as ações políticas e vamos batalhar contra o autoritarismo do Carlismo Gourmet, de seu ACM Neto, Bruno Reis e de toda a sua tropa. Ali não presta um”.
Ele ainda citou a defesa feita Bruno Reis ao então Secretário da Saúde, Maurício Trindade, durante um escândalo de compara de leite .
“São todos iguais que fizeram tudo aquilo para defender seu Maurício Trindade, o vereador que, quando foi secretário de saúde, tava envolvido lá no escândalo da compra de leite errada, do leite que ia para o lugar errado, das coisas que ia para o lugar errado. É esse tipo de gente que Bruno Reis tá aí para defender, é o rei do lixo e tantos outros”, pontuou.
Por fim, Bruno agradeceu o apoio que tem recebido e disse que vai seguir “firme na luta” em nome do reajuste de salários.
“Agradecemos a todos os apoios de todos os colegas que falaram conosco e vamos seguir firme na luta, porque esse ano tem campanha salarial e nós vamos com mais força para buscar um reajuste decente para todos os trabalhadores e suspender essas demissões absurdas e arbitrárias do prefeito de Salvador”, concluiu.
O Farol da Bahia entrou em contato com o ex-guarda municipal e aguarda posicionamento.
Manifestações
Diante da decisão, sindicatos, associações e o partido PSB se manifestaram sobre se manifestaram sobre o caso prestando apoio aos servidores demitidos.[Veja todas as notas na galeria no final da reportagem]
A deputada federal Lídice da Mata (PSB-BA) também abordou sobre o caso, se solidarizando com os servidores e afirmando que “perseguir sindicalistas” representa um ataque a “ democracia e o direito de organização dos trabalhadores”.
“Minha total solidariedade a Bruno Carianha, Marcelo e Alemão. Não vamos normalizar injustiças. Não vamos aceitar retaliação contra quem defende os servidores. Vai ter luta, sim. Porque democracia se defende todos os dia”, concluiu a deputada.
Outra figura da política que se manifestou, foi a deputada federal Alice Portugal (PCdoB-BA). Ela destacou que a demissão é um ataque à “liberdade sindical” e acrescentou que “não aceitaremos perseguição”.


