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Sesab acusa Prefeitura de Salvador de interromper serviços de saúde em UPAS; gestão municipal nega

Sistema foi interrompido desde o dia 1º de abril

Por Da Redação
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Sesab acusa Prefeitura de Salvador de interromper serviços de saúde em UPAS; gestão municipal nega

Foto: Reprodução/Sesab | Divulgação

Uma decisão da Prefeitura de Salvador alterou imediatamente a rotina de atendimento de pacientes que possuem problemas vasculares em Unidades de Pronto Atendimento da capital baiana. Permanece em suspensão, desde  o dia 1º de abril, a oferta de avaliação vascular especializada, que anteriormente era feito pelo gestão municipal e auxiliava na definição a conduta em situações delicadas, a exemplo de pé diabético com necrose, comprometimento de circulação e risco de perda do membro.

A interrupção foi informada oficialmente à Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) durante ofício da Diretoria de Regulação, Controle e Avaliação da Secretaria Municipal da Saúde. No documento, a Prefeitura destaca que o serviço deixaria de ser oferecido no dia seguinte e admitiu não ter previsão no reinício das atividades.

O documento da prefeitura pede apoio da regulação estadual para assegurar o prosseguimento do atendimento. A população considera que a decisão representa maior incerteza na urgência e mais possibilidade de demora em situações que exigem definição especializada. Em quadros vasculares, a demora poderá representar piora clínica, risco de infecção e, em graves situações, amputações que poderiam ser evitadas com avaliação em tempo oportuno.

Confira o documento abaixo:

Prefeitura rebate o Governo 

A Prefeitura de Salvador, através da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), rebateu as informações que foram publicadas na última quarta-feira (1) pelo governo da Bahia. O Estado informou que a revisão do fluxo de avaliação vascular em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) não representa nenhuma interrupção do atendimento à população, mas o ajuste de um procedimento complementar que não faz parte das atribuições diretas das unidades.

A SMS ainda informou que as UPAs são destinadas ao atendimento de urgência e emergência, com dedicação a estabilização clínica de pacientes e no envio regulado para unidades hospitalares. A avaliação vascular especializada não integra o escopo assistencial, como uma maneira de colaboração à dinâmica estadual de regulação, que objetiva mais agilidade na liberação de leitos.

A Prefeitura destacou que o atendimento à população segue assegurado, com acolhimento, estabilização e inserção de pacientes no sistema de regulação, de acordo com o SUS. A SMS também reforça que o pleno funcionamento da rede de urgência e emergência depende de atuação integrada entre Município e Estado, principalmente no que se refere à disponibilização de leitos hospitalares.

A SMS reforçou também o compromisso com a transparência, responsabilidade na gestão pública e qualidade da assistência. A pasta destaca que seguirá conversando com a Sesab para construção conjunta de soluções que asseguram mais eficiência no atendimento para a população.

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