Sputnik: Vilas-Boas diz que aprovação da CTN-Bio e negativa da Anvisa é "contrasenso"
A aprovação da CTNBio é condição para a inserção de qualquer organismo geneticamente modificado no mercado brasileiro

Foto: gov/ba
O secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas voltou a criticar nesta quarta-feira (28), o fato da Anvisa ter negado o uso da vacina Sputnik V, desenvolvida pelo Instituto russo Gamaleya em parceria com a farmacêutica brasileira União Química por "falta de segurança", enquanto a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança aprovou, na segunda-feira (26) os requisitos de biossegurança do imunizante.
"A CTNBio - Comissão Técnica Nacional de Biossegurança aprovou ontem (26) a segurança do organismo geneticamente modificado (adenovírus) da vacina #SputinikV. Em outras palavras a comissão garantiu a SEGURANÇA do IFA (insumo farmacêutico ativo). A segurança do organismo geneticamente modificado (adenovírus) da vacina #SputinikV. A @CTNBio só avalia segurança, não avalia a eficácia (que fica a cargo da Anvisa). Sendo a segurança, o principal ponto questionado da #SputnikV, aqui temos uma certificação do Governo Federal, válida em todo o país, garantindo a segurança da vacina. É um contrasenso. A ANVISA diz que a vacina não é segura e o a comissão do governo responsável por atestar a segurança de produtos como esse, diz o oposto", questiona Vilas-Boas.
A aprovação da CTNBio é condição para a inserção de qualquer organismo geneticamente modificado no mercado brasileiro, a exemplo de vacinas como a Sputinik V. Contudo, o uso do imunizante depende de aprovação também da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que negou o pedido.