Tenente-coronel da PM é preso em SP acusado de matar esposa e tentar forjar suicídio
A prisão de Geraldo Leite Rosa foi solicitada à Justiça na terça-feira (17)

Foto: Reprodução/Redes Sociais
O tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, foi preso na manhã dessa quarta-feira (18) indiciado pelo feminicídio e fraude processual da morte da esposa, a policial militar Gisele Alves Santana. A agente foi encontrada morta com um tiro na cabeça, em fevereiro de 2026.
Geraldo Rosa foi preso no apartamento em que morava, no bairro Jardim Augusta, na região central de São José dos Campos, no interior de São Paulo. Ele foi conduzido ao 8º DP, na capital, onde será interrogado e formalmente indiciado. Em seguida, ele deve ser conduzido ao Presídio Militar Romão Gomes, na capital. A polícia espera que o Inquérito Policial Militar (IPM) seja concluído nos próximos dias.
A prisão do Tenente-coronel foi solicitada à Justiça na terça-feira (17), com aval do Ministério Público de São Paulo. A Justiça Militar também atendeu ao pedido feito pela Corregedoria da PM.
A decisão da prisão acontece após laudos da Polícia Técnico Científica sobre a trajetória da bala que atingiu a cabeça da vítima e a profundidade dos ferimentos encontrados terem sidos incluídos ao processo. Os resultados permitiram que o delegado concluísse que o caso não se trata de um suicídio.
Os documentos também concluíram que Gisele não estava Grávida e nem havia sido dopada. Porém, foram encontradas manchas de sangue dela espalhadas pelo apartamento. A delegacia ainda aguarda resultados complementares do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística (IC) para concluir o inquérito.
O laudo necroscópico apontou que havia lesões no rosto e no pescoço da mulher. A família da vítima defende que ela foi morta pelo marido, devido a ciúmes. Já a defesa do coronel nega que o caso se rate de um feminicídio e defende que Gisele tirou a própria vida.
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