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Time de vôlei denuncia episódio de racismo e homofobia durante torneio em Salvador

O caso ocorreu durante a Copa Salvador Open, no último sábado (28).

Por Da Redação
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Atualizado
Time de vôlei denuncia episódio de racismo e homofobia durante torneio em Salvador

Foto: reprodução/Redes Sociais

O Vôlei Chastinet Clube denunciou um episódio de racismo e homofobia ocorrido durante a Copa Salvador Open, no último sábado (28). O caso foi exposto pelo time em uma nota de repúdio publicada nas redes sociais.

Segundo o comunicado, o jogador do Essencis Master, Caio Ávila Ferreira, falou a frase “além de preto, é viado” para o atleta Jeanderson Santana, do Chastinet. Além disso, Caio chegou a oferecer, de forma preconceituosa, um emprego de catador de lixo ao oponente, complementando que este era o tipo de trabalho ideal para ele. 

O clube repudiou o caso, caracterizando-o como “inadmissível e inacreditável”, e ainda informou que providências cabíveis serão adotadas. 

Lei a nota na íntegra: 

O Vôlei Chastinet Clube vem a público manifestar seu total repúdio ao episódio de racismo e homofobia ocorrido no dia 28 de fevereiro de 2026, durante a Copa Salvador Open,, quando um atleta da equipe adversária dirigiu ofensas graves a um de nossos jogadores em quadra.

O jogador Caio Ávila Ferreira, do time Essencis Master, chegou a pronunciar absurdos contra o nosso atleta Jeanderson Santana falando em alto e bom tom: “além de pr3t0, é v14d0”, chegando ainda a oferecer emprego de catador de lix0 e afirmando que era esse o tipo de emprego que ele merecia. Apreciamos e prezamos todas as profissões, e não seria diferente com a profissão de gari, que são profissionais altamente competentes e dignos de todos os elogios. Mas a forma como foi falada associando à sua cor não foi correta, e altamente preconceituosa.

É inadmissível e inaceitável que, em pleno ambiente esportivo, ainda presenciemos atitudes discriminatórias e preconceituosas. O esporte é espaço de respeito, inclusão e formação de caráter, não de ódio.

Repudiamos veementemente qualquer forma de racismo, homofobia ou qualquer outro tipo de ofensa contra atletas, seja no vôlei ou em qualquer modalidade. Informamos que tomaremos todas as providências cabíveis para que o ocorrido seja devidamente apurado e para que situações como essa jamais se repitam.

Seguiremos firmes na defesa do respeito, da igualdade e da dignidade de todos.

“Se há 9 pessoas sentadas à mesa e um racista se senta com elas e ninguém se levanta, então há 10 racistas à mesa”.
 

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