Tornozeleira eletrônica é usada para proteger mulheres, aponta pesquisa

Sistema tecnológico rastreia agressor e evita contato com a vítima

Por Da Redação
Ás

Tornozeleira eletrônica é usada para proteger mulheres, aponta pesquisa

Foto: Reprodução

Um levantamento feito pela Universa Uol aponta que a tornozeleira eletrônica é uma das tecnologias mais usadas pelos estados brasileiros para proteger mulheres. O objeto é conectado a um aplicativo de celular, disponibilizado pelo Estado, e oferece informações que ajudam a proteger mulheres de seus agressores. 

De acordo com o levantamento ‘quais tecnologias são usadas para proteger mulheres?’, a distância que um agressor está da vítima, por exemplo, pode ser vista através da tornozeleira. Nesse caso, caso ele ultrapasse esse raio, o dispositivo será ativado, a vítima receberá uma notificação e a Polícia Militar será acionada. 

Segundo a pesquisa, o último estado a implementar essa tecnologia foi o Espírito Santo, em 8 de março. Os outros que possuem esse serviço são: Minas Gerais, Pernambuco, Mato Grosso, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul. Neste último o projeto está em desenvolvimento e só é fornecido em uma cidade (Brasilândia). O custo da tornozeleira e do smartphone é de R$ 554 mensais, segundo o governo. Para realizar o levantamento, a Universa procurou cada um dos 27 governos do país e obteve resposta de 22 deles. Tocantins, Goiás, Pará, Paraíba e São Paulo não responderam.
 
Como funciona

O sistema que conecta a tornozeleira eletrônica a um software ou aplicativo existe no Brasil desde 2013. Minas Gerais e Pernambuco foram os primeiros estados brasileiros a usarem essa tecnologia. "Quando o [smartphone] toca, toda a equipe de policiais envolvidos no monitoramento de homens que cometeram violência doméstica já se prepara para agir. Ao mesmo tempo em que a Polícia Militar é acionada e se desloca até onde está o agressor, os policiais penais fazem contato com a mulher. Nesse caso, a distância entre a vítima e o criminoso é o que garante essa segurança", explicou o Governo de Minas, em nota.

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