TSE libera para julgamento ações que podem resultar na cassação de Cláudio Castro
Processo investiga suposta criação de 27 mil cargos “fantasmas” nas eleições de 2022 no Rio de Janeiro

Foto: Rafael Campos/ Gov. RJ
O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Antonio Carlos Ferreira encaminhou para julgamento duas ações que podem levar à cassação do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), além de outros integrantes da cúpula política do estado.
Também figuram entre os investigados o ex-vice-governador Thiago Pampolha (MDB) e o presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar (União). Segundo as investigações, Cláudio Castro e Bacellar teriam criado cerca de 27 mil cargos “fantasmas” para empregar cabos eleitorais que teriam atuado na reeleição do governador em 2022.
O julgamento das ações havia sido suspenso em novembro de 2025 após um pedido de vista feito por Antonio Carlos Ferreira.
Voto da relatora aponta irregularidades graves
Antes da interrupção do julgamento, a relatora do caso, a ministra Isabel Gallotti, votou pela cassação dos mandatos de Cláudio Castro e Rodrigo Bacellar, além da convocação de novas eleições no estado.
Ao apresentar seu voto, a ministra classificou as irregularidades atribuídas à gestão estadual como “graves” e destacou que as práticas já haviam sido reconhecidas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ).
“As condutas praticadas pelos investigados revestem-se de gravidade no contexto eleitoral de 2022 no estado do Rio”, afirmou Gallotti.
Próximos passos no tribunal
O prazo para devolução do pedido de vista terminou na última quarta-feira (18), o que torna o processo apto a ser retomado pelo plenário do TSE. Agora, cabe à presidente da Corte, a ministra Cármen Lúcia, incluir o caso na pauta de julgamentos.
Ainda restam os votos de Antonio Carlos Ferreira, da própria Cármen Lúcia, do ministro Nunes Marques e de outros integrantes do tribunal.
Se a cassação for confirmada, Cláudio Castro ficará inelegível por oito anos, contados a partir das eleições de 2022, e será necessária a realização de uma nova eleição para o governo do Rio de Janeiro. Há, porém, a possibilidade de novo adiamento caso algum ministro apresente outro pedido de vista quando o julgamento for retomado.


