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Versos de funk aparecem em vídeos sobre conflito entre Irã, Israel e EUA nas redes sociais

Batidas do chamado “brazilian phonk” são usadas em conteúdos sobre a guerra

Por Da Redação
Às

Versos de funk aparecem em vídeos sobre conflito entre Irã, Israel e EUA nas redes sociais

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Trechos de músicas do funk brasileiro têm sido utilizados em vídeos publicados nas redes sociais por perfis ligados a diferentes posições no conflito envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos. As produções utilizam bases do chamado “brazilian phonk”, estilo eletrônico que remixou batidas do funk e ganhou popularidade em países do Leste Europeu e da Ásia.

Em algumas publicações, conteúdos políticos e militares aparecem acompanhados por versos em português. Em um dos vídeos, o falecido líder supremo iraniano Ali Khamenei é exaltado ao som do trecho “vai ser só colocadão / nas novinhas do xe*ecão”, em uma versão com batida desacelerada e grave típica do gênero.

O mesmo perfil, identificado como um apoiador anônimo do regime iraniano, publicou outro vídeo com imagens da família Pahlavi, dinastia que governou o país até a Revolução Islâmica de 1979. A publicação critica o opositor Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã, com a legenda: “Tão patriotas, tão puros… O último está esperando que os israelenses os façam rei”.

Conteúdos com a mesma estética também aparecem em publicações favoráveis à monarquia iraniana. Em um vídeo do tipo “fancam”, dedicado ao último xá, a trilha sonora traz versos de funk brasileiro: “Mina linda safadinha, arregaço esse popô / Soca soca soca sem caô / Ela cheia de tesão e eu arregaço esse popô.”

O perfil responsável pela publicação não apresenta identificação e exibe apenas a expressão جاویدشاه, em farsi, que significa “viva o rei”. O termo ficou associado a apoiadores da monarquia no Irã.

Em muitos desses casos, não há indícios de que os responsáveis pelos vídeos compreendam o significado das letras em português. A utilização do “brazilian phonk” parece estar mais relacionada ao ritmo intenso e à estética sonora, frequentemente associada a força ou intensidade em vídeos de internet.

A mesma batida também foi utilizada em conteúdos pró-Israel. Em um dos vídeos, imagens de caças militares israelenses aparecem acompanhadas pelo verso “Vai segurando”, também retirado de uma música brasileira remixada.
Em grande parte das produções de “brazilian phonk”, os DJs ou produtores não identificam a origem das vozes usadas nas faixas. Os vocais costumam ser retirados de trechos de músicas de funk que circulam na internet, o que dificulta identificar a autoria original.

Além de conteúdos políticos, a estética também aparece em vídeos que simulam cenas de guerra. Em um deles, publicado por um perfil identificado como “Woldwar.33”, imagens de mísseis são acompanhadas por um trecho de funk em português que menciona a expressão “bater de frente”.

A batida também foi utilizada em publicações críticas ao regime iraniano. A iraniana-britânica Romina publicou um vídeo dançando ao som da música “No batidão”, acompanhado da mensagem: “Essa sou eu em toda a festa quando o Irã for livre”.

O uso do estilo musical também aparece em conteúdos humorísticos. Em um vídeo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, surge em uma montagem acompanhada da legenda: “Enquanto a mídia esquerdista global 🏳️o chama de criminoso de guerra… Bibi está aí lançando o phonk brasileiro mais pesado.”

Na montagem, o personagem aparece cantando versos de funk: “Ela desce, ela sobe, no baile é pressão / Mina linda, perigosa, rouba meu coração/ Vai quicando, vai jogando, não perde a razão / No batidão, no batidão, só pura tentação…”.

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