Vídeo: Alessandro Vieira esclarece diferenças em rejeição a CPI do Crime Organizado
Parlamentar mencionou motivos de acusação ao ministro Alexandre de Moraes

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) utilizou as redes sociais, na última terça-feira (14), para explicar algumas questões relacionadas ao relatório da CPI do Crime Organizado, que terminou rejeitado por 6 a 4 na última quarta-feira (15).
Em um primeiro momento, o parlamentar explica por que as acusados não sofrem indiciamento por crime comum e sim, por crime de responsabilidade.
"Ao final do relatório, a gente escolhe os indiciamentos apenas pelos crimes de responsabilidade, porque só pode ser cometido por atores específicos. O Senado é o único lugar, o único ambiente adequado para investigar, processar e, eventualmente, condenar essas pessoas. A gente faz quatro indiciamentos, e está explicado lá no relatório o porquê de cada fato, cada coisa. Por que a gente não faz indiciamento por crime comum? Porque pro crime comum, homicídio, corrupção, roubo, eu preciso de provas mais robustas e mais detalhes".
Apesar de afirmar que foram tratados crimes de responsabilidade, Alessandro não descartou a investigação sobre alguns crimes comuns e mencionou o episódio do Banco Master ter pagado R$ 80 milhões ao escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF)
"A gente tratou só do crime de responsabilidade, mas é preciso investigar se não tem ali também o cometimento de crime comum, pra saber, por exemplo, se contratos milionários, ou da família do ministro Alexandre, 129 milhões de reais, 80 milhões de reais pagos em dois anos, se aquilo ali é uma prestação de serviço normal, legítimo, legal, ou se aquilo ali, na verdade é um mecanismo de cooptação de uma autoridade. Todo esse trabalho foi feito", afirmou.
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