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Vídeo: ambulantes no Carnaval de Salvador relatam expectativas altas e mudanças no trabalho

Vendedores avaliam o movimento dos primeiros dias, projetam melhores resultados no fim de semana e apontam mudanças no trabalho

Por Glaucia Campos
Às

Atualizado
Vídeo: ambulantes no Carnaval de Salvador relatam expectativas altas e mudanças no trabalho

Foto: Farol da Bahia

Trabalhar no Carnaval de Salvador, para muitos ambulantes, significa conciliar diversão e trabalho em meio à rotina profissional intensa. Com o vai e vem de foliões, os vendedores que atuam nos circuitos relatam como têm sido os primeiros dias da festa, o que esperam das vendas e como equilibrar trabalho e curtição.

A ambulante Nayara Bastos dos Santos, de 22 anos, conta que já acompanha o Carnaval há cerca de quatro anos e diz que retorna todos os anos com o mesmo objetivo: garantir uma renda extra“ Eu fico esperando chegar ao Carnaval para poder vender, ganhar um dinheiro”, afirmou.

Sobre as vendas, Nayara avalia que os dias mais fortes ainda estão por vir. Segundo ela, a movimentação costuma aumentar principalmente a partir do sábado, dia que considera o melhor para trabalhar. “Está começando agora, que a partir de hoje mesmo bomba. Eu gosto muito de dia de sábado”, disse.

Mesmo trabalhando, Nayara garante que consegue aproveitar o clima da festa enquanto vende. “Eu fico só gritando daqui, pulando”, contou.

Já o ambulante Victor Lima Barbosa, de 25 anos, diz que trabalha no Carnaval há sete anos e se considera um veterano. Ele relembra que já enfrentou diferentes situações ao longo do tempo, incluindo chuva e dificuldades, mas mantém o foco “Carnaval eu sou veterano, tenho 7 anos já de muitas experiências, chuva e a gente tá aqui debaixo dessa luta aí”, relatou.Victor afirma que esperava uma movimentação ainda maior, mas considera o saldo positivo até agora.

“Eu esperava estar um pouco mais vivo, mas não tô dizendo que tá fraco. A gente tá ótimo, graças a Deus, vendas boas”, disse.

Ao comparar com anos anteriores, ele destacou 2019 como um dos melhores períodos, tanto em público quanto em vendas. Mesmo trabalhando, ele conta que aproveita os momentos em que passam trios para dar uma “curtida rápida”. “Sempre quando passa algum triozinho, a gente vai lá dar um pulinho, curte, e volta”, explicou.

Entre os artistas que gosta de acompanhar, ele citou Ivete Sangalo e a pipoca do Canário. Para o arrastão, no entanto, ele diz que costuma tirar folga e descansar.

“Durante o arrastão, a gente tira um lazer com folga, toma um banho de praia”, contou.

Outro trabalhador da festa é Thiago Silva, de 36 anos, que atua há cinco anos como ambulante. Ele destaca que o clima tem influenciado diretamente o desempenho das vendas em 2026 “Está melhor que nos outros anos. Diminuiu a chuva. A população sai mais na rua para poder vir”, afirmou.
 
Segundo ele, nos últimos anos as chuvas atrapalharam a circulação do público e reduziram as vendas. Com tempo mais firme, ele acredita que o movimento aumente e os lucros acompanhem. Thiago também demonstrou entusiasmo com os próximos dias, especialmente o domingo, que acredita ser um dos mais fortes do Carnaval.

Apesar da rotina puxada, ele diz que sente vontade de estar na festa como folião. “A vontade é de estar lá pulando, né? O coração, o corpo, mas tem que estar aqui”, afirmou.

Entre os vendedores tradicionais, a baiana Tinga do Acarajé também marca presença. Atuando há cerca de 10 anos no Carnaval, ela avalia que o cenário é positivo e reforça que a qualidade do produto é essencial para manter as vendas.“Acarajé é bom, material bom, mercadoria boa, tá higiênico, tudo limpo, coisa boa tudo do dia, então vende”, contou.

Ela também afirmou que o público costuma ser fiel e retornar todos os anos. “É o público de anos e mais anos que vem, que gosta e vem”, disse. Ao ser questionada se consegue curtir o Carnaval, ela foi direta: trabalha apenas para vender. “Só pra trabalhar mesmo. Sou evangélica”, afirmou.

Já Gil da Caipirinha, que atua há 27 anos no Carnaval, relatou que tem observado mudanças e desafios no trabalho, especialmente após casos envolvendo denúncias de bebidas adulteradas com metanol. “É ruim só por causa desse negócio aí do metanol, que a gente não tem nada a ver nessa situação”, afirmou.

Segundo Gil, o problema afetou diretamente a confiança do público. Ele explica que muitos foliões chegam desconfiados, o que prejudica a venda e a reputação de quem trabalha corretamente. “O pessoal chega aqui com o cisma achando que tem algum produto desse metanol aqui”, relatou.

Ele também comentou que a exigência de trabalhar com garrafas PET, e não com vidro, faz parte das regras de segurança, mas que ainda existem dificuldades com confusões e abordagens de pessoas que atrapalham o trabalho. Apesar disso, Gil reforça que hoje vem ao Carnaval com foco total no serviço. “Se eu vim pra cá, é pra focar no meu trabalho, dedicar o meu melhor”, declarou.

Confira o vídeo abaixo:
 

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