Vídeo que circula nas redes sociais sobre falso incêndio na Amazônia vira polêmica
Produtora Maria Fumaça Filmes responde em nota que o curta-metragem não tem vínculo com o Rock in Rio

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Após a divulgação de um vídeo onde produtores e cineastas teriam sido flagrados simulando um incêndio na Amazônia, para ser veiculado durante os shows no Rock in Rio, uma polêmica tomou conta das redes sociais.
O objetivo do filme, segundo os produtores, seria dar audiência para o festival e impactar nas repercussões dos incêndios na Amazônia, sobretudo nas polêmicas que envolvem o posicionamento do Governo Federal.
Segundo as informações publicadas no portal Jornal da Cidade ON Line, uma equipe da produtora Maria Farinha Filmes, de São Paulo, teria simulado o acontecido nas proximidades do município de Presidente Figueredo, no estado do Amazonas, em um sitio particular.
Para a filmagem, foram utilizadas fumaça artificial e fogueiras com a intenção de simular um grande incêndio na floresta Amazônica.
O Farol da Bahia entrou em contato com a assessoria da produtora e em nota, eles responderam que "o curta de ficção que acaba de produzir na região amazônica é uma obra independente e autoral e sem relação alguma com o Rock In Rio". A produtora também informa que o curta-metragem é um projeto em pauta há muito tempo.
“A ideia nasceu há mais de 6 meses, antes inclusive das recentes notícias sobre a Amazônia – faz uma viagem ao ano de 2044 e mostra uma floresta em pé, rica, gerando riquezas para o Brasil e para os povos locais. Faz uso, inclusive, de computação gráfica para isso. Em uma das cenas, a personagem principal se vê envolta em fumaça. Para gravar essa tomada, usamos efeitos especiais e uma fumaça cenográfica”, revela.
“Por conta do compromisso histórico do Rock in Rio com a Amazônia, a produtora tinha planos de oferecer o curta para exibição na abertura do festival. Isso sequer chegou a ser feito. O curta seguirá sua carreira e será lançado normalmente. Reiteramos, portanto que o Rock in Rio não mantém nenhum envolvimento com o projeto”, explica.
“A locação escolhida para a cena, com o devido termo de autorização, era uma propriedade particular que já estava sendo preparada para o plantio de mandioca. A área escolhida não sofreu qualquer alteração ambiental por parte da produtora. Para reforçar o compromisso com a total segurança, um dos mais respeitados técnicos de efeitos especiais do Brasil foi contratado, a fim de preparar o local e acompanhar a gravação”, diz.
Além disso, a produtora revelou que por conta da fumaça gerada, a partir de fogueiras simuladas, a polícia foi acionada. “O delegado esteve no local e verificou a legalidade de tudo o que estava ocorrendo no cenário, assim como representantes da Secretaria municipal do Meio Ambiente. Depois dos esclarecimentos, as gravações seguiram normalmente”, disse.
Sobre a apresentação no Rock in Rio, a produtora explica. "É um filme que vai passar na abertura do Rock in Rio. É para falar sobre a preservação da Amazônia. Vou te contar a história. No começo a gente mostra esse caos, onde as pessoas estão passando por um lugar, tendo queimada e as pessoas estão derrubando árvore. Então, ela encontra uma menina, que é uma personagem nossa, que ela apaga, fala: 'Estou sem ar'", descreve ele. "Ela encontra essa menina, e a gente tem essas imagens dela numa gruta, num momento mais sensorial, onde ela faz uma viagem no tempo. Passando isso, ela chega em 2045. A gente filmou ontem, no rio Ariaú, que é a Amazônia toda preservada. (..) Até que a gente chega num momento, no final desse filme."
Nossa reportagem entrou em contato com a assessoria do Rock in Rio, mas até o fechamento desta matéria não obteve resposta.