Vídeo: CPMI do INSS encerra sem relatório aprovado, após 7 meses de trabalho
"Combatemos o bom combate, guardamos a fé em Deus e no Brasil", disse o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG)

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS encerrou suas atividades sem aprovar um relatório final após a rejeição, na madrugada deste sábado (28), do parecer apresentado pelo relator, deputado Alfredo Gaspar. O texto foi derrubado por 19 votos contrários e 12 favoráveis.
A análise do relatório ocorreu após uma sessão que durou cerca de 15 horas e meia, iniciada na manhã de sexta-feira (27). O início dos trabalhos foi marcado por tensão e troca de acusações entre o relator e o deputado Lindbergh Farias.
O parecer rejeitado recomendava o indiciamento de mais de 200 pessoas, entre elas parlamentares, ex-ministros, dirigentes de estatais e representantes de entidades associativas, além do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”.
Com a decisão, a CPMI foi encerrada sem um documento oficial consolidando as conclusões das investigações.
“De modo análogo, compete a esta presidência decidir exclusivamente sobre a designação de um novo relator quando este é vencido, nos termos do art. 128 do Regimento Interno do Senado Federal. Entretanto, não há fixação de prazo para essa designação, que fica sob discricionariedade do presidente. Desse modo, é descabida questão de ordem ou qualquer outro tipo de provocação que vise obrigar a presidência a designar imediatamente um novo relator. O pedido está indefinido”, disse o senador Carlos Viana, presidente do colegiado.
“Senhores, para o bem do Brasil, a investigação deve continuar. Nossa missão está cumprida. Combatemos o bom combate, guardamos a fé em Deus e no Brasil. A sessão está encerrada, em nome do povo brasileiro”, completou.
Viana não colocou em votação um relatório alternativo apresentado por governistas, mas informou que o texto de Gaspar será encaminhado a órgãos como o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Instalada em agosto de 2025, a comissão investigou suspeitas de descontos indevidos em benefícios previdenciários, com foco em possíveis falhas nos mecanismos de autorização e fiscalização do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Confira como votaram os parlamentares:
A favor do relatório (12 votos):
Magno Malta (PL-ES), senador
Marcio Bittar (PL-AC), senador
Izalci Lucas (PL-DF), senador
Eduardo Girão (Novo-CE), senador
Rogério Marinho (PL-RN), senador
Damares Alves (Republicanos-DF), senadora
Coronel Fernanda (PL-MT), deputada
Coronel Chrisóstomo (PL-RO), deputado
Marcel Van Hattem (Novo-RS), deputado
Alfredo Gaspar (União-AL), deputado e relator
Bia Kicis (PL-DF), deputada
Adriana Ventura (Novo-SP), deputada
Contra o relatório (19 votos):
Soraya Thronicke (Podemos-MS), senadora
Randolfe Rodrigues (Rede-AP), senador
Jaques Wagner (PT-BA), senador
Eliziane Gama (PSD-MA), senadora
Humberto Costa (PT-PE), senador
Jussara Lima (PSD-PI), senadora
Rogério Carvalho (PT-SE), senador
Augusta Brito (PT-CE), senadora
Teresa Leitão (PT-PE), senadora
Meire Serafim (União Brasil-AC), deputada
Átila Lira (PP-PI), deputado
Orlando Silva (PCdoB-SP), deputado
Rogério Correia (PT-MG), deputado
Ricardo Ayres (Republicanos-TO), deputado
Alencar Santana (PT-SP), deputado
Paulo Pimenta (PT-RS), deputado
Lindbergh Farias (PT-RJ), deputado
Neto Carletto (Avante-BA), deputado
Dorinaldo Malafaia (PDT-AP), deputado
A CPMI chega ao fim após cerca de sete meses de trabalho, marcada por disputas políticas e impasses sobre a conclusão das investigações.
Veja:


