Vídeo: "não é racismo usar as palavras 'denegrir, índio e doméstica'", opina Antônio Risério
Historiador ainda classificou como 'bando de analfabetos' pessoas que apontam palavras como preconceituosas

Foto: Reprodução/Youtube
O antropólogo e historiador Antônio Risério gerou um debate nas redes sociais, na segunda-feira (27), após publicação de vídeo em que afirma que a utilização das palavras "denegrir, índio e doméstica" não possuí significado preconceituoso.
No vídeo, Antônio Risério defende que o termo "denegrir" possuí origem e significado relacionado à língua e não necessariamente a conotação racial, e por esse motivo, seria legalmente adequado utilizar a palavra.
O mesmo exemplo é atribuído às palavras "índio" e "doméstica". Segundo ele, "a palavra doméstico vem do latim domos, assim como denegrir, são palavras milenares, que surgem antes de qualquer ideia de escravizar um preto no Brasil".
Risério concluiu o pensamento ao afirmar que é possível falar essas palavras, e ironizou que, em breve, as pessoas vão promover protestos contra as placas de embarque doméstico nos aeroportos.
Repercussão
A publicação, compartilhada pelo perfil "Reflexão em Foco" dividiu opiniões nas redes sociais. Entre os que discordam do historiador, um internauta comentou: "não são as palavras preconceituosas... É o contexto no qual as palavras são utilizadas e pela boca de quem são proferidas..."
Também há quem concorde com o posicionamento de Risério. "Denegrir é uma palavra milenar muito anterior à escravização de pretos no Brasil", defendeu outro internauta ao replicar o discurso do antropólogo.
Internautas dividem opiniões sobre posicionamento de Antônio Risério | Foto: Reprodução/Redes Sociais
Confira vídeo:


