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Vídeo: "Quem tem que pagar a conta são os três Poderes", critica deputado ao comentar fim da escala 6X1

A crítica foi feita em relação às propostas de compensação .

Por Da Redação
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Vídeo: "Quem tem que pagar a conta são os três Poderes", critica deputado ao comentar fim da escala 6X1

Foto: Reprodução/Redes Sociais.

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) criticou as despesas dos três Poderes ao abordar as  propostas de compensação relacionadas à PEC que propõe o fim da escala 6X1. Em fala no plenário do Senado na última semana, ele sugeriu que essa compensação fosse feita por meio de uma reforma política. 

“É aqui que tem que ter o corte de gastos. É daqui, não é o empresário nem o trabalhador. Não, eu vou repetir novamente, fonte de riqueza se chama trabalhador e empresário. Aqui está a fonte de despesa. Então, se o governo mandar essa proposta aqui, tem que ter redução de imposto, tem que ter desoneração da folha. E o corte de gastos tem que vir daqui. É nós, tanto os três poderes, o executivo, o judiciário, o legislativo. Quem tem que cortar da própria carne aqui somos nós”, disse o parlamentar. 

Segundo o republicano, cerca de R$ 130 bilhões são gastos por ano pelos 71 mil políticos que há no país. Ele ainda detalhou que esse custo é de R$ 248 mil por minuto; R$ 15 milhões por hora; R$ 357 milhões por dia; e R$10 bilhões por mês. Ele não apresentou detalhes de quais critérios e valores foram considerados para o cálculo.   

Cleitinho ainda complementou que a classe política "não tem moral" para tratar sobre o fim da escala 6X1, pelo fato da jornada de trabalho dos políticos ser menor.  

“Nenhum político do Brasil, inclusive eu, não tem moral para falar nada de escala 6X1. É só ver como é que a gente faz a nossa escala aqui. Inclusive, vou repetir, semana que vem tem feriado terça-feira [Tiradentes], quase no meio da semana, quero ver como é que o Congresso Nacional vai funcionar”, pontuou. 

No início do mês, ao tratar da mesma PEC, o senador já havia sido alvo de críticas por ter sugerido o corte de pensões para filhas solteiras de militares como forma de custear as mudanças econômicas. 

Gastos de senadores e deputados federais em milhões em 2025

Dados da Câmara de Deputados apontam que, em 2025, os 513 deputados eleitos gastaram ao todo R$ 261.761.500,71 em cota para o Exercício de Atividade Parlamentar (CEAP), a qual custeia despesas referentes ao mandato, como passagens áreas e conta de celular. 

Desse total, cerca de R$101.863.690,02 (38,91%), foram somente em divulgação da atividade parlamentar, que está relacionada a autopromoção dos deputados. 

Ao todo, R$ 5.219.841,80, foram gastos em auxílio-moradia e R$ 6.359.068,46 em viagens oficiais. Além disso, cada deputado federal recebeu o salário de R$ 46.366,16, sem contar os descontos, e tem o limite mensal de  R$165.806,07 para pagar salários de até 25 secretários parlamentares. 

Já em relação aos gastos dos 81 senadores em 2025, os valores de cada parlamentar são divulgados de forma discriminada.  No caso específico do senador Cleitinho, ele chegou a utilizar R$ 52.532,72 em cotas para exercício da Atividade Parlamentar e R$ 4.142,75 em gastos não inclusos nas cotas. 

Entre os senadores baianos, Angelo Coronel (Republicanos) chegou a utilizar R$ 4888.073,13 em cotas para exercício da atividade parlamentar e R$ 197.425,12 em gastos não incluso nas cotas; Jacques Wagner (PT), por sua vez, registrou R$ 492,116,45 em cotas para exercício de da atividade parlamentar e R$ 313.718,05 em gastos não inclusos nas cotas; por fim, Otto Alencar (PSD) registrou o uso de  R$ 309,752,84 em cotas para exercício da atividade parlamentar e R$ 39.173,71 em gastos não inclusos nas cotas.    

Dados ainda apontam que foram desembolsados R$ 2,5 milhões para  despesas com passagens em classe executiva para viagens oficiais para o exterior; R$ 2,8 milhões em serviços de Correios.

Na Câmara Alta, cada parlamentar passou a receber R$ 46.366,19 por mês, desde de janeiro do ano passado. 

Confira o vídeo abaixo
 

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