Vídeo: Em Salvador, Moro nega comentar federação União Brasil PP, critica governo Lula e fala sobre Lava Jato
Senador participou do lançamento da pré-candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência da República

Foto: Farol da Bahia
O senador e ex-juiz Sergio Moro (União Brasil) participou nesta sexta-feira (4) do lançamento da pré-candidatura de Ronaldo Caiado (União Brasil) à Presidência da República. O evento ocorreu no Centro de Convenções de Salvador, no bairro da Boca do Rio.
Durante conversa com a imprensa, Moro evitou comentar a possível federação entre União Brasil e PP e concentrou as falas em críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“O governo já acabou, não tem projeto para o país. A segurança pública está totalmente abandonada. Ninguém aguenta mais o governo Lula”, afirmou o parlamentar, que chefiou o Ministério da Justiça no governo Jair Bolsonaro (PL) e foi declarado parcial no julgamento que condenou Lula na Lava Jato.
“Precisamos de um presidente forte, que não passe a mão na cabeça dos criminosos, como o atual governo federal. Por isso, apresentamos Ronaldo Caiado como pré-candidato à Presidência da República”, completou.
Lava Jato e José Dirceu
Moro também afirmou que o ex-ministro José Dirceu (PT) “deveria estar banido da vida pública”.
“Ele foi condenado pela Lava Jato, mas, depois dessa reviravolta política, foi beneficiado. Veja só: já tinha sido condenado no Mensalão. Um cidadão condenado por corrupção falando em nome do PT e do governo Lula. Isso é uma vergonha”, disparou.
Dirceu foi ministro da Casa Civil no primeiro mandato de Lula e teve o nome envolvido no escândalo do Mensalão em 2005. Na época, renunciou ao cargo e, no mesmo ano, teve o mandato de deputado federal cassado.
Na Operação Lava Jato, Dirceu foi condenado a 23 anos e 3 meses de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. No entanto, em outubro de 2023, o ministro do Supremo Gilmar Mendes anulou todas as condenações do ex-ministro no âmbito da operação.
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Confira vídeo da entrevista: