Vini Jr denuncia racismo na Champions e critica protocolo: “Racistas são, acima de tudo, covardes”
Atacante do Real Madrid relata ofensas durante vitória sobre o Benfica, lamenta falta de punição e cobra efetividade no combate à discriminação.

Foto: Reprodução / Redes Sociais
O atacante Vinícius Júnior voltou a denunciar um episódio de racismo no futebol europeu. Na última terça-feira (17), durante a vitória do Real Madrid por 1 a 0 sobre o Benfica, no Estádio da Luz, em Lisboa, pelo playoff da UEFA Champions League, o brasileiro afirmou ter sido alvo de ofensas racistas após marcar o gol da partida.
Aos quatro minutos do segundo tempo, Vini Jr recebeu passe de Kylian Mbappé pela esquerda, avançou e acertou um chute colocado no ângulo do goleiro Anatoliy Trubin. Depois do golaço, comemorou dançando próximo à bandeira de escanteio, em frente à torcida adversária. A celebração gerou reação de jogadores do Benfica e resultou em cartão amarelo aplicado pelo árbitro François Letexier.
Na sequência, o atacante brasileiro procurou o juiz para relatar que havia sido chamado de “mono” - termo racista em espanhol que significa macaco. As imagens da transmissão mostraram que, durante a discussão, o argentino Gianluca Prestianni levou a camisa à boca em determinado momento.
Confira o momento:
Momento em que o jogador argentino, Prestianni chama o Vinicius Jr de macaco.
— REAL MIL GRAU (@realmilgrauu) February 17, 2026
E o saldo disso tudo é que o Vini ainda tomou cartão amarelo.
É brincadeira um negócio desse
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Após a denúncia, Letexier cruzou os braços em “X”, acionando o protocolo antirracismo da UEFA e interrompendo o jogo por cerca de dez minutos. Jogadores do Real Madrid chegaram a cogitar deixar o campo, mas a partida foi retomada sem punições imediatas. A partir daí, Vinícius passou a ser vaiado a cada toque na bola.
Horas depois, o camisa 7 se pronunciou nas redes sociais. Em tom firme, criticou tanto os ofensores quanto a condução do caso:
“Os racistas são, acima de tudo, covardes. Precisam colocar as camisas na boca para mostrar como são fracos. Mas eles têm, ao lado, a proteção de outros que, teoricamente, têm a obrigação de puni-los. Nada do que aconteceu hoje é novidade na minha vida e da minha família.”
O atacante também questionou o cartão amarelo recebido pela comemoração e a efetividade do protocolo adotado:
“Eu recebi cartão amarelo por comemorar um gol. Ainda sem entender o porquê disso. Do outro lado, apenas um protocolo mal executado e que de nada serviu. Não gosto de aparecer em situações como essa, ainda mais depois de uma grande vitória e que as manchetes têm que ser sobre o Real Madrid, mas é necessário.”
Dentro de campo, o gol teve peso histórico. Vinícius chegou a 31 gols na Liga dos Campeões e se tornou o segundo brasileiro com mais gols na história da competição, superando Kaká. Ele agora fica atrás apenas de Neymar, que soma 42.


