Witzel pode ser definitivamente afastado do Governo do RJ nesta sexta-feira (30)
Tribunal Especial decide impeachment com base em denuncia feita pelo MPF

Foto: Reprodução/Agência Brasil
O julgamento do impeachment de Wilson Witzel (PSC) por crimes na área de saúde e que pode torná-lo inelegível por cinco anos, além de afastá-lo definitivamente do cargo de governador do Rio de Janeiro, será iniciado na manhã desta sexta-feira (30). A votação a ser feita pelo Tribunal Especial Misto, formado por deputados e desembargadores, acontece depois que a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) autorizou a abertura do processo em junho do ano passado.
O pedido foi protocolado pelos deputados Luiz Paulo (Cidadania) e Lucinha (PSDB), alegando crime de responsabilidade e corrupção na condução da pandemia de Covid-19. A acusação afirma que havia uma caixinha de propina paga por Organizações Sociais (OSs) na área da Saúde, inclusive na liberação de restos a pagar, e que tinha Witzel como um dos beneficiários. O valor total de propina arrecadado pelo grupo teria sido de R$ 55 milhões.
Nas alegações finais dos autores do pedido de impeachment, os deputados relatam um histórico de Witzel desde a campanha de 2018 ao cargo de governador, quando deixou o posto de juiz federal para concorrer. A denúncia dos deputados que abriu o processo de impeachment foi baseada na Operação Placebo, do Ministério Público Federal (MPF), na qual Witzel e a primeira-dama Helena Witzel foram alvos de busca e apreensão, suspeitos de corrupção.
A Operação Placebo deu origem à Operação Tris in Idem, que determinou o afastamento de Witzel, baseada na delação premiada do ex-secretário de Saúde Edmar Santos. Witzel foi denunciado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que aceitou a denúncia. O processo criminal que corre na Corte pode levar à prisão dele.