À sombra da corrupção
Confira o editorial desta quinta-feira (5)
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Foto: Divulgação
Mazelas do Congresso Nacional, da atual legislatura e de passadas, constantemente vem à tona. Seja para confrontar outros Poderes, principalmente o Executivo, ou para benefício próprio, os diz que diz que de melindrosos parlamentares, salvo raras exceções, não são desmentidas por fatos.
À sombra de conchavos, reuniões ao apagar das luzes ou famigerados almoços de negócios, é evidente uma rede de articulações sabotadoras e interesseiras pelos corredores da Câmara dos Deputados e do Senado.
É a corrupção que paira o Congresso, seja por suposta lavagem de dinheiro, como pelo episódio que ficou conhecido como ‘Lista de Furnas’ (envolveu a empresa estatal Furnas Centrais Elétricas, do Rio de Janeiro, para abastecer a campanha de políticos nas eleições de 2002), ou mesmo no latente desinteresse de parlamentares em andarem com certas pautas – ano passado, como esquecer o desdém de Rodrigo Maia e companhia com o projeto anticrime do ministro da Justiça Sergio Moro?
Os meandros das ilicitudes Brasil afora, com envolvimento de políticos, entre eles parlamentares ainda na ativa, foram e são devidamente escancarados pela Operação Lava Jato e por parte da imprensa, que não se compromete com ideologias. É um pouco de muito do que acontece nos porões, isto é, apenas a superfície da ‘podridão’ do Congresso, com muito a ser revelado.
O erro – imperdoável e, muitas vezes, irreparável – da ala corrupta do Congresso é distorcer o próprio ofício: subjugam o ato de legislar, negociam mais do que projetos de lei ao país, porque desejam a adrenalina de negociar o país por eles próprios.