Acusado de assédio sexual, Pedro Guimarães pede demissão da presidência da Caixa
Em carta entregue a Bolsonaro, o banqueiro nega todas as acusações

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Em carta entregue ao presidente Jair Bolsonaro nesta quarta-feira (29), durante reunião no Palácio do Planalto, o então presidente da Caixa, Pedro Guimarães, pediu demissão. No texto, o banqueiro nega todas as acusações de assédio sexual relatadas por servidoras do banco, que foram levadas ao Ministério Público Federal.
Guimarães diz que as denúncias que pesam contra ele provocaram “uma situação cruel, injusta, desigual e que será corrigida na hora certa com a força da verdade”.
Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, mais cedo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) já havia dito que Guimarães deixaria o cargo para que as denúncias contra ele não prejudicassem a campanha à reeleição de seu pai.
Leia na íntegra a carta:
“À população brasileira e, em especial, aos colaboradores e clientes da Caixa:
A partir de uma avalanche de notícias e informações equivocadas, minha esposa, meus dois filhos, meu casamento de 18 anos e eu fomos atingidos por diversas acusações feitas antes que se possa contrapor um mínimo de argumentos de defesa. É uma situação cruel, injusta, desigual e que será corrigida na hora certa com a força da verdade.
Foi indicada a existência de um inquérito sigiloso instaurado no Ministério Público Federal, objetivando apurar denúncias de casos de assédio sexual, no qual eu seria supostamente investigado. Diante do conteúdo das acusações pessoais, graves e que atingem diretamente a minha imagem, além da de minha família, venho a público me manifestar.
Ao longo dos últimos anos, desde a assunção da presidência da Caixa, tenho me dedicado ao desenvolvimento de um trabalho de gestão que prima pela garantia da igualdade de gêneros, tendo como um de seus principais pilares o reconhecimento da relevância da liderança feminina em todos os níveis da empresa, buscando o desenvolvimento de relações respeitosas no ambiente de trabalho e por meio de meritocracia.