Ceni valoriza vitória em São Januário e exalta postura do Bahia: “São raros os que conseguem vencer aqui”
Treinador destaca entrega do elenco, liderança de Everton Ribeiro e maturidade para sustentar a invencibilidade tricolor em 2026

Foto: Rafael Rodrigues / EC Bahia
Depois da vitória por 1 a 0 sobre o Vasco, em São Januário, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro, o técnico Rogério Ceni fez questão de valorizar o resultado conquistado longe de Salvador.
“Nós não havíamos vencido ainda aqui contra o Vasco. Talvez a gente tenha que tentar vencer de maneiras mais convincentes e menos sofridas, mas é preciso valorizar muito esse triunfo. São raros os times que vêm a São Januário e conseguem ganhar. É sempre uma luta gigantesca para sair com três pontos, e dessa vez conseguimos”, afirmou.
Apesar da comemoração, o treinador também revelou preocupação com a parte física do elenco por causa das lesões recentes.
“A gente vai feliz para casa pela vitória, mas triste pelas lesões, que incomodam um pouco e podem fazer falta no futuro”, completou.
Ceni ressaltou que, após abrir o placar, o Bahia precisou suportar a pressão do adversário, algo que só foi possível, segundo ele, pela dedicação coletiva.
“Acho que conseguimos pela dedicação, pela luta. O Everton é um exemplo, jogando até o fim, três jogos inteiros, todos se doando. Gabriel entrando e dando conta, Gabriel e Santi na zaga… destacar a entrega de todos. Acho que é a luta”, disse.
O treinador ainda avaliou que a ausência de um centroavante mais alto do lado vascaíno também ajudou o Tricolor a neutralizar a quantidade de bolas levantadas na área.
Principal nome da partida e da jogada do gol de Luciano Juba, Everton Ribeiro recebeu elogios especiais do comandante.
“Para mim é essencial. É um jogador diferente. Eu sempre falo que, da década passada, ele é o mais influente do futebol brasileiro em campeonatos brasileiros. Ele lidera pelo exemplo. Não é de falar tanto, mas demonstra dentro de campo toda a capacidade. É importantíssimo para a gente tê-lo como referência”, destacou.
Ceni acredita que o controle de minutagem no estadual tem sido fundamental para que o camisa 10 consiga manter o rendimento durante os 90 minutos.
O lance que definiu a partida nasceu em cobrança de escanteio de Everton para Juba finalizar de primeira. Apesar da aparência de ensaio perfeito, o treinador foi sincero ao comentar a origem da jogada.
“Para o jogo de hoje não era uma jogada programada. Já tinha acontecido em outras partidas, é memória de treinamento. Foi iniciativa deles. O Everton executa e o Juba percebe o espaço. É inteligência dos jogadores. Melhor ser honesto, o mérito é muito mais deles”, explicou.
Quem também ganhou destaque foi o atacante Kike Olivera. Para Ceni, o uruguaio entrega algo inegociável: comprometimento defensivo.
“Eu gosto muito do Kike. Um jogador vale o que faz para frente e o quanto tem determinação de executar sua função defensiva. Ele se prova uma grande contratação. Talvez não tenha sido mediática, mas entrega muito. O cara que tem coração e alma sempre vai ter espaço comigo”, afirmou.
Mesmo satisfeito, Ceni terminou a coletiva apontando o que ainda precisa evoluir. Para ele, o Bahia necessita manter o padrão apresentado nos primeiros minutos durante mais tempo.
“Nós temos que aprender a jogar da mesma maneira que jogamos os 20, 25 primeiros minutos, mesmo depois de fazer o gol. Precisamos dar continuidade nisso, apesar das dificuldades que é enfrentar o Vasco aqui”, finalizou.
Com o resultado, o Tricolor amplia a invencibilidade na temporada e reforça a sensação de amadurecimento de um time que aprendeu a competir em qualquer cenário.


