"Citado diretamente como o chefe da organização", diz juiz sobre Carlos Bolsonaro no caso das 'rachadinhas'
Membro da 1ª Vara Criminal Especializada do TJ-RJ avaliou dados apresentados pelo Ministério Público
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Foto: Agência Brasil
O juiz Marcello Rubioli, da 1ª Vara Criminal Especializada do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) emitiu, nesta quinta-feira (23), um documento de 79 páginas sobre os dados entregues pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) sobre o suposto caso de rachadinhas que o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos) está envolvido. Segundo o magistrado, o parlamentar é "citado diretamente como o chefe" da organização criminosa. As informações são do UOL.
Em um dos trechos, o juiz afirma que "os elementos de informação coligidos aos autos - mais notadamente quando se atenta ao vasto acervo de documentos que acompanham o expediente investigatório - apontam para a existência de fortes indícios da prática de crime de lavagem de capitais". O juiz afirma ainda que "Carlos Nantes é citado diretamente como o chefe da organização, até porque o mesmo efetua as nomeações dos cargos e funções comissionadas do gabinete".
A 3ª Promotoria de Investigação Penal (PIP) investiga a existência da prática de rachadinhas por meio da contratação de funcionários 'fantasmas' e desvio de salário de gestores no gabinete de Carlos Bolsonaro.
Em 31 de agosto, a Justiça do Rio de Janeiro determinou a quebra dos sigilos fiscal e bancário do vereador. Com uma investigação em condução desde 2019, o MPRJ afirmou ter indícios de que alguns dos nomeados pelo parlamentar não cumpriram o expediente, se classificando como funcionários "fantasmas".