Colegas denunciam aluna de Direito por usar R$ 77 mil de formatura da classe em 'Jogo do Tigrinho'
Caso é investigado pela Polícia Civil; quantia foi coletada ao longo de três anos
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Foto: Reprodução
Uma aluna de direito da Unidade Central de Educação Faem (UCEFF) de Chapecó (SC), presidente da comissão de formatura do curso, é acusada por outros estudantes de usar quase R$ 77 mil do fundo destinado para a festa em apostas on-line.
O caso foi denunciado na Polícia Civil que abriu um inquérito e trabalha com duas linhas de investigação: apropriaçāo indébita ou estelionato.
A celebração estava marcada para a última sexta-feira (22). No entanto, menos de um mês para a festa, a aluna comunicou em um aplicativo de mensagem que havia perdido a quantia. O valor foi coletado ao longo de três anos e depositado na conta dela.
"Eu perdi todo o dinheiro da formatura. Me viciei em apostas on-line, Tigrinho e afins, e quando perdi todo o dinheiro que eu tinha guardado, comecei a usar o da formatura para tentar recuperar. E aí, cada vez mais fui me afundando no jogo", escreveu.
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No Boletim de Ocorrência registrado pelos alunos, eles descreveram que foi feito um adiantamento de R$ 2 mil à empresa responsável pela formatura ao fechar o contrato. O restante, R$ 76.992,00, deveria ser pago em dezembro de 2024.
Como o pagamento não foi realizado e a empresa não conseguiu contato com a presidente da comissão, os estudantes foram chamados em janeiro e souberam da situação.
A Polícia Civil informou que encaminhou representação à Justiça para rastrear e, se possível, recuperar o valor supostamente desviado.