Confira os riscos da chuva ácida e granizo para a pintura do carro

Fenômeno natural pode destruir o verniz, causar danos e ferrugem

Por Marcos Camargo Jr.
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Confira os riscos da chuva ácida e granizo para a pintura do carro

O aumento da frequência de chuvas intensas, tempestades com granizo e episódios de chuva ácida tem ampliado os riscos para veículos no Brasil, especialmente durante o verão. Dados do Instituto Inmet mostram que os eventos de chuva extrema cresceram de forma consistente na última década, acompanhando a elevação da temperatura média e a maior instabilidade atmosférica nas regiões urbanas.

Segundo levantamentos meteorológicos e registros da Defesa Civil, tempestades com granizo — antes consideradas pontuais — passaram a ocorrer com mais frequência em capitais e regiões metropolitanas, aumentando os danos à carroceria, vidros e pintura dos veículos.

Mais chuva, mais risco de corrosão

A exposição constante à chuva, sobretudo em ambientes urbanos, acelera o processo de oxidação da carroceria. A água da chuva carrega partículas de poeira, poluentes industriais e resíduos minerais que, ao entrarem em contato com pequenos riscos ou falhas no verniz, facilitam a penetração da umidade até o metal.

Com isso, pontos como portas, para-lamas, capô e tampa do porta-malas tornam-se áreas críticas para o surgimento de ferrugem. O problema se agrava quando o veículo permanece molhado por longos períodos ou estacionado em locais pouco ventilados.

 

Chuva ácida pode manchar e atacar o verniz

Outro fator que ganhou relevância é a chuva ácida, comum em grandes centros urbanos. Ela ocorre quando gases poluentes, como dióxido de enxofre e óxidos de nitrogênio, reagem com a umidade da atmosfera, formando uma precipitação com pH mais baixo que o normal.

Quando essa água seca sobre a pintura, principalmente sob o sol, os resíduos ácidos deixam manchas no verniz, conhecidas como marcas de chuva. Com o tempo, essas marcas reduzem o brilho, comprometem a proteção da pintura e podem exigir polimento corretivo ou até repintura em casos mais severos.

Infiltrações e danos elétricos

Chuvas frequentes também aceleram o desgaste das borrachas de vedação de portas, vidros e teto solar. A combinação de umidade elevada e exposição prolongada ao sol provoca ressecamento, perda de elasticidade e falhas na vedação.

 

Mesmo em veículos modernos, infiltrações podem atingir conectores, sensores e módulos eletrônicos, causando falhas intermitentes, alertas no painel e mau funcionamento de sistemas como travas elétricas, vidros, iluminação e multimídia.

Granizo: o maior inimigo da lataria

O granizo representa um dos riscos mais severos para a carroceria. Dependendo do tamanho das pedras e da intensidade da tempestade, é comum o surgimento de amassados no teto, capô, para-lamas e portas. Em muitos casos, a pintura permanece intacta, mas o reparo exige técnicas especializadas, como o martelinho de ouro.

Em episódios mais intensos, o impacto pode trincar o verniz, descascar a pintura e aumentar significativamente o risco de corrosão. Pedras maiores também podem quebrar para-brisa, janelas laterais, teto panorâmico, faróis e lanternas, elevando o custo do reparo e comprometendo a segurança do veículo.

 

Como reduzir os riscos da chuva e do granizo

  • Evitar estacionar ao ar livre durante alertas de tempestade e granizo; sempre que possível, optar por garagens cobertas
  • Utilizar capa automotiva adequada em situações emergenciais, especialmente contra granizo
  • Manter a pintura protegida com cera ou vitrificação, o que facilita o escoamento da água e reduz a ação de contaminantes
  • Corrigir rapidamente riscos, lascas e falhas no verniz, evitando que a umidade atinja o metal
  • Inspecionar periodicamente as borrachas de vedação e substituir componentes ressecados ou danificados

Com a intensificação das chuvas e eventos extremos no Brasil, a prevenção deixou de ser apenas estética e passou a ser uma medida essencial para preservar a estrutura, o valor e a segurança do veículo.

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