Congelamento dos salários dos servidores continua a repercutir após Câmara contrariar decisão do Senado
Ministério da Economia soltou uma nota parabenizando "todos os deputados envolvidos na manutenção do veto do Presidente"

Foto: Reprodução
Continua a repercutir a manutenção do congelamento de salários até o final do ano que vem, confirmado pela Câmara dos Deputados nesta quinta (20), contrariando decisão da véspera do Senado. Isto porque o ministério da Economia soltou uma nota parabenizando "todos os deputados envolvidos na manutenção do veto do Presidente Jair Bolsonaro, que impediu temporariamente a concessão de reajustes a servidores". O texto segue dizendo que é preciso elogiar, da mesma forma, os senadores que votaram favoravelmente à manutenção do veto, apesar do resultado negativo". Agora, os senadores querem ouvir o ministro Paulo Guedes, que já havia falado que era um "crime" a decisão da casa revisora do Parlamento.
Conforme postagem do senador Álvaro Dias (Podemos-PR), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, repudiou o tom da fala do ministro e protocolou requerimento convidando Paulo Guedes para responder pelas declarações. O Senador Esperidiao Amin (PP-SC) protocolou requerimento com o mesmo objetivo. A senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) registrou que a sorte de Guedes "é que os Senadores são bem mais polidos do que ele" e complementou: "Mesmo assim esse Sr não vai escapar da reprimenda, pois irresponsabilidade tem limites, e ele não está cuidando da economia da casa dele. Estamos tratando de um país!", escreveu no Twitter.
O senador major Olímpio (PSL-SP) foi na mesma linha e usou a narrativa de que não se tratava de reajuste de servidores, mas de garantir a contagem de tempo de serviço, em especial, dos profissionais que têm atuado na linha de frente de combate à pandemia do novo coronavírus no Brasil.
Lasier Martins (Podemos-RS) reforçou que o voto dele pela derrubada do veto seria como um "reconhecimento aos que estão na linha de frente do combate à pandemia, expostos a riscos, inclusive de morte".