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Cortes nas universidades fizeram o Brasil perder patente da possível cura da paraplegia, diz cientista

Tatiana Sampaio lidera os estudos há quase 30 anos e relata a dificuldade das universidades públicas

Por Da Redação
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Cortes nas universidades fizeram o Brasil perder patente da possível cura da paraplegia, diz cientista

Foto: Divulgação/UFRJ

A cientista Tatiana Coelho Sampaio relatou, em entrevista ao canal 247, a dificuldade que as Universidades Federais encontram com orçamentos. Segundo ela, em 2016, o Brasil perdeu a patente internacional da ‘Polilaminina’ [proteína derivada da placenta] devido a cortes da verba orçamentária nas Universidades Federais.

De acordo com a cientista, A UFRJ teve seus recursos reduzidos entre 2015 e 2016, o que impediu o pagamento das taxas para manutenção da patente no exterior. “Nós perdemos [patente] internacional, parou de pagar, perde. Esses cortes eles geram consequências”, afirma a pesquisadora.

Ela afirma ter custeado a patente nacional por um ano para não perder os direitos sobre a pesquisa.

O que é Polilaminina?

A polilaminina é a versão derivada da laminina [uma proteína produzida naturalmente pelo nosso corpo] e que foi desenvolvida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

A proteína é estudada há mais de trinta anos, se tornou a maior esperança para a cura da paraplegia e tetraplegia, pois tem a capacidade de regenerar os neurônios e reconstruir conexões nervosas lesionadas na medula, devolvendo movimentos e sensibilidade a pessoas que ficaram tetraplégicas e paraplégicas.

Ao todo, mais de 20 pessoas pacientes paralisadas voltaram a se mexer depois do tratamento com a proteína em todo o Brasil A pesquisa considerada revolucionária já teve a primeira fase de testes aprovada pela ANVISA.

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