Covid-19: vacinas Pfizer e Moderna podem gerar imunidade a longo prazo

Informação consta em estudo publicado na revista Nature

Por Da Redação
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Covid-19: vacinas Pfizer e Moderna podem gerar imunidade a longo prazo

Foto: Getty Images

Um estudo publicado na revista Nature, nesta segunda-feira (28), aponta que as vacinas contra a Covid-19 produzidas pelas farmacêuticas Pfizer/BioNTech e Moderna podem desencadear uma resposta imunológica persistente que garantiria uma proteção a longo prazo contra a doença. Em entrevista ao jornal New York Times, o imunologista Ali Ellebedy disse que o resultado do estudo “é um bom sinal” e mostra “o quão durável é nossa imunidade com estas vacinas”. 

 A pesquisa realizada com 41 pessoas aponta que, caso a evolução de variantes não mude significativamente, não seria necessário aplicar doses de reforço nas pessoas que receberam esses imunizantes. Para evitar variantes, é importante vacinar rapidamente grande parte da população mundial. As duas vacinas citadas são seguras, eficazes e aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), bem como as demais já utilizadas no Brasil.

De acordo com os pesquisadores, as pessoas que se recuperaram da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, antes de serem vacinadas com imunizantes que usam a tecnologia do RNA mensageiro também podem não precisar de reforços. Apesar disso, a conclusão pode não se aplicar a idosos, pessoas com sistema imunológico debilitado e aqueles que tomam medicamentos que suprimem a imunidade. Para realizar a pesquisa, a equipe analisou os nódulos linfáticos, onde as células imunológicas são treinadas para reconhecer e combater o vírus. Após uma pessoa ser vacinada, uma estrutura especializada chamada centro germinativo se forma nos nódulos. 

No grupo recrutado para realizar o levantamento, oito pessoas já haviam sido infectadas pelo coronavírus. Os cientistas coletaram amostras de linfonodos de 14 delas várias vezes: três, quatro, cinco, sete e 15 semanas depois da primeira dose, para analisar a evolução da resposta imunológica. A equipe descobriu que 15 semanas após a primeira dose, o centro germinativo ainda estava muito ativo em todos os 14 participantes e que o número de células de memória que reconheceram o coronavírus não diminuiu. “O fato de que as reações continuaram por quase quatro meses após a vacinação é um sinal muito, muito bom”, afirma  Ali Ellebedy.

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