CPI da Covid confirma Amilton Gomes de Paula como primeiro depoente em agosto
Reverendo será ouvido sobre suposta oferta superfaturada de vacinas da AstraZeneca

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
A CPI da Covid retoma os trabalhos na próxima semana, em agosto, com depoimentos do reverendo Amilton Gomes de Paula, do sócio da Precisa Medicamentos, Francisco Maximiano, e do representante da empresa, Túlio Silveira.
O primeiro a ser ouvido será o reverendo Amilton, na terça-feira (3). Ele é apontado por representantes da Davati Medical Supply como um "intermediador" entre o governo federal e empresas que ofertavam vacinas.
O reverendo Amilton é presidente da ONG, Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários (Senah), e recebeu em fevereiro autorização do Ministério da Saúde para negociar 400 milhões de doses de vacinas contra a covid-19.
Na quarta-feira (4), será a vez de ouvir Francisco Maximiano, sócio da Precisa Medicamentos, e responsável por negociar a vacina Covaxin, produzida pelo laboratório indiano Barath Biotech. A defesa de Maximiano acionou o Supremo Tribunal Federal para pedir que o empresário seja autorizado a faltar ao depoimento na CPI. Segundo os advogados, ele viajou para a Índia.
O vice-presidente da comissão, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou que caso ele não retorne da Índia para prestar depoimento, pedirá sua prisão preventiva.