CPI do Crime Organizado: Toffoli diz que relatório é 'aventureiro' e sugere cassar senador que pediu indiciamento de ministros do STF
Segundo o magistrado, o documento final apresentado pelo relator Alessandro Vieira teve o objetivo de 'obter votos' dos eleitores

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que o relatório final apresentado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado é "aventureiro" e foi feito com o objetivo de "obter votos". Ele ainda sugeriu que o senador Alessandro Vieira (MDB), relator do caso, deveria ser declarado inelegível por ter pedido o indiciamento de três magistrados da Corte.
Além de Toffoli, os ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet foram citados no relatório de 221 páginas, apresentado na terça-feira (14), pede indiciamento apenas dessas quatro autoridades. O documento passou por votação e foi rejeitado por seis votos a quatro.
O ministro chamou o documento de "excrescência", "sem base jurídica, sem base em verdade factual". “Nós não podemos deixar de nos furtar a cassar eleitoralmente aqueles que abusaram, atacando as instituições para obter voto e conspurcar o voto do eleitor. Porque é disso que se trata quando surge um relatório aventureiro desse. É tentativa de obter votos, e esse voto é um voto conspurcado, porque ele é antidemocrático, é anti Estado Democrático de Direito. É um voto corrupto. Essas pessoas não merecem a dignidade de ter a possibilidade de ser elegível”, afirmou.


