CPMI do INSS: 'O presidente fraudou', diz Paulo Pimenta após aprovação da quebra de sigilo de Lulinha
Após confusão em sessão, base governista pede anulação da votação

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil Versão em áudio
Parlamentares da base do governo acusaram o senador Carlos Viana (Podemos-MG) e presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS de fraudar a proclamação do resultado de uma votação de requerimentos realizada nesta quinta-feira (26). A sessão foi suspensa após confusão causada pela aprovação de requerimento que pede a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O líder governista na comissão, deputado Paulo Pimenta (PT), afirmou que havia maioria contrária à aprovação dos pedidos analisados na sessão. "No momento da votação estavam em plenário 21 parlamentares titulares” e 14 votaram contra e sete favoravelmente”, disse.
Segundo Pimenta, registros de presença e imagens da transmissão oficial da Casa confirmariam o placar apontado pelos governistas. “Mesmo assim, diante de uma maioria de 14 a sete, o presidente proclamou um resultado diferente do que estava acontecendo. O presidente fraudou”, declarou. O deputado afirmou que a bancada vai solicitar a anulação da votação e cobrar responsabilização do ato ao presidente do Senado Davi Alcolumbre.
O senador Randolfe Rodrigues atribuiu a controvérsia a uma tentativa de impedir o avanço de requerimentos considerados estratégicos pela base governista. Para ele, a oposição atuou para barrar convocações e quebras de sigilo que ampliariam as investigações.
"O senhor presidente não atendeu um requerimento de convocação e quebra de sigilo da senhora Letícia, que é a gerente do escritório do senador Flávio Bolsonaro de advocacia. O que ocorre? O senhor presidente não atendeu um conjunto de requerimentos nossos que, entre outros, pediam investigação sobre o PRB, pediam investigação sobre a empresa do senhor Zema. Investigação não pode ser investigação seletiva".


