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Desembargadora presa do TJ-BA tinha joias, bens e dinheiro incompatíveis com seu cargo , diz PGR

Ela é suspeita de apagar provas e interferir nas investigações da Polícia

Por Da Redação
Ás

Desembargadora presa do TJ-BA tinha joias, bens e dinheiro incompatíveis com seu cargo , diz PGR

Foto: Reprodução

Presa preventivamente nesta sexta-feira (29), a pedido do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Og Fernandes, na nova fase da Operação Faroeste, a desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) Maria do Socorro Barreto, foi identificada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) com bens incompatíveis com o que recebia como servidora pública - entre eles diversas obras de arte, um total de R$ 100 mil em espécie, joias e anotações que reforçam as suspeitas de envolvimento em esquema de corrupção no tribunal baiano. 

As evidências dos bens foram encontradas na terça-feira da semana passada durante cumprimento de busca e apreensão contra a desembargadora pela Policia Federal. "Chamou a atenção da equipe um grande estojo do tipo mostruário com adornos femininos, contendo colares, anéis, relógios, brincos. Destaca-se que os três relógios estampam a marca Rolex, não sendo possível afirmar se são apenas imitações", diz trecho da representação da PGR. 

Em outra parte fala que no quarto de Maria do Socorro foi localizado em seu guarda-roupas valores em espécie no total de R$ 56.500,00 em moeda nacional, outros 9.050 euros e 200 dólares. Em Real o valor apreendido chega a quase R$ 100 mil. 

Dentre as anotações encontradas, chamou atenção também dos investigadores uma carta dirigida ao governador da Bahia, Rui Costa (PT), no qual a desembargadora pedia um favor para uma empresa de táxi aéreo. Veja aqui.  Há indícios de que essa empresa estivesse ligada à Embaixada da Guiné Bissau e ao suposto cônsul do país Adailton Maturino, preso na primeira fase sob suspeita de ser o articulador do esquema criminoso de decisões judiciais no oeste baiano. 

A prisão da desembargadora foi decretada porque a PGR interceptou ligação telefônica na qual a desembargadora perguntava a uma funcionária do seu gabinete sobre provas apagadas em um celular apreendido pela Polícia Federal. Em um dos trechos Maria do Socorro está conversando com Joenne, sua secretária de gabinete.  

Joenne: “O aparelho anterior? 
Socorro: “Sim, o anterior”. 
Joenne: ‘Que tem a foto de Lucas? Levou, viu?
Socorro: ‘Levou esse? Era pra pegar esse’. 
Joenne: ‘Foi. Levou, viu?

“Esse”, de acordo com os investigadores seria o celular que socorro tentou evitar a apreensão e por isso levou a sua prisão. 

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