Dólar sobe a R$ 5,25 e Bolsa cai com tensão no Oriente Médio e pressão inflacionária
Ibovespa recua 1,45% em dia de aversão ao risco, alta do petróleo e inflação acima do esperado no Brasil

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O dólar fechou em alta de 0,69% nesta quinta-feira (26), cotado a R$ 5,25, enquanto o Ibovespa recuou 1,45%, aos 182,7 mil pontos. O desempenho dos mercados foi influenciado pelo aumento das tensões no Oriente Médio e pela piora das expectativas inflacionárias.
No cenário internacional, a instabilidade geopolítica ganhou força após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou não ter mais certeza sobre a possibilidade de um acordo com o regime iraniano. A sinalização reduziu as expectativas de trégua no conflito e elevou a percepção de risco global.
Com isso, o petróleo disparou. O barril do tipo Brent, referência internacional, subiu 5,66%, a US$ 108, enquanto o WTI avançou 4,61%, a US$ 94,48. A alta reforçou temores de inflação e pressionou ativos ao redor do mundo.
O movimento de valorização do dólar foi global. O índice DXY, que mede a força da moeda americana frente a outras divisas fortes, avançou 0,20%. Bolsas internacionais também registraram perdas, com quedas nos principais índices da Europa e de Wall Street, como S&P 500, Dow Jones e Nasdaq.
No Brasil, os investidores reagiram ainda à divulgação do IPCA-15, prévia da inflação oficial. O indicador subiu 0,44% em março e acumulou alta de 3,90% em 12 meses, acima das projeções do mercado.
A combinação de inflação mais alta, petróleo em elevação e cenário externo adverso levou à abertura da curva de juros futuros no país, indicando expectativa de custos mais elevados à frente.


