Eleições presidenciais iniciam neste domingo em Portugal

Cerca de 11 milhões de eleitores foram convocados a participar do pleito

Por Da Redação
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Eleições presidenciais iniciam neste domingo em Portugal

Foto: Reprodução/Pixabay

Portugal vai votar neste domingo (18) para eleger o próximo presidente da República em uma disputa fragmentada. Cerca de 11 milhões de eleitores foram convocados a participar do pleito, que ocorre menos de um ano após as eleições legislativas que definiram o Parlamento e o primeiro-ministro.

O atual chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, ocupa o cargo há quase uma década, mas não pode concorrer novamente, já que a Constituição portuguesa veda um terceiro mandato consecutivo. Sua saída abriu espaço para uma corrida eleitoral, com a participação de onze partidos.

Em Portugal, que adota o sistema semipresidencialista, o presidente não exerce a chefia do governo. Essa função é atribuída ao primeiro-ministro, mas o presidente possui atribuições relevantes em momentos de crise, como a possibilidade de dissolver o Parlamento, destituir o Executivo e convocar novas eleições, além de comandar as Forças Armadas.

A disputa deste ano reúne candidatos da esquerda, do centro-direita e da extrema direita. O partido Chega, de extrema direita, aparece pela primeira vez como uma das principais forças na corrida presidencial, após se consolidar como a segunda maior legenda do país nas eleições anteriores.

Pesquisa divulgada pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (CESOP), da Universidade Católica de Portugal, aponta o líder do Chega, André Ventura, na dianteira, com 24% das intenções de voto. Na sequência, aparece o socialista António José Seguro, com 23%, seguido por João Cotrim de Figueiredo, da Iniciativa Liberal, com 19%. Luis Marques Mendes, da coligação de centro-direita PSD/Aliança Democrática, figura em quarto lugar, com 14%.

Caso nenhum candidato alcance mais de 50% dos votos válidos, a disputa será definida em nova votação marcada para 8 de fevereiro. Se confirmada, será a primeira vez em quatro décadas que uma eleição presidencial portuguesa não será decidida já no primeiro turno.
 

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