Mais de 16 mil morreram em protestos no Irã, aponta jornal

Informações divulgadas pelo Sunday Times são incertas; apagão digital no país interfere na verificação de dados

Por Da Redação
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Mais de 16 mil morreram em protestos no Irã, aponta jornal

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O número de manifestantes mortos nos protestos no Irã pode ultrapassar 16.500, conforme dados divulgados em um relatório publicado pelo jornal The Sunday Times, neste domingo (18). Ainda não é possível confirmar com total certeza a veracidade das informações que foram compartilhadas por médicos no local.

O relatório é baseado em relatos de funcionário de oito grandes hospitais oftalmológicos e 16 prontos-socorros em todo país.

Conforme revelado pelo Sunday Times, ao todo, entre 16.500 e 18 mil pessoas foram mortas e outras 330 mil a 360 mil ficaram feridas. A maioria das vítimas seriam menores de 30 anos.

As informações ainda indicam que muitas pessoas morreram por falta de bolsas de sangue, mesmo com esforços de equipes médicas, que inclusive doavam o próprio sangue. O jornal ainda aponta que, em alguns casos, agentes do regime proibiram as transfusões.


Demais relatos

A Agência de Notícias dos Ativistas dos Direitos Humanos (HRANA), sediada nos Estados Unidos, afirma que mais de 3 mil pessoas foram mortas nos protestos, ao creditar fontes no país. Enquanto uma autoridade iraniana afirma que os números ultrapassam a casa dos 5 mil, incluindo cerca de 500 agentes das forças de segurança do regime.

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, reconheceu, no sábado (17), que milhares de iranianos foram mortos durante as mais de duas semanas de protestos no país.

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