Empresas deixam a Rússia após início da guerra
Gigantes do setor de petróleo seguem sanções à economia russa aplicadas por países do Ocidente

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Desde a semana passada, foi verificado um alto número de empresas que têm deixado a Rússia após o país invadir a Ucrânia na madrugada de 24 de fevereiro, dando início ao maior conflito na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
Algumas delas, como as gigantes do setor de petróleo, seguem as sanções à economia russa aplicadas por países do Ocidente, à medida que retiram suas participações em negócios locais.
Na segunda-feira (28), duas gigantes do petróleo, Equinor e Shell já haviam anunciado o fim de suas parcerias de capital com empresas russas do setor.
A ExxonMobil anunciou na terça-feira (1º) que vai deixar seu último projeto de petróleo e gás na Rússia e não investirá em novos empreendimentos no país, rico em reservas petroleiras.
“A ExxonMobil apoia o povo da Ucrânia enquanto buscam defender sua liberdade e determinar seu próprio futuro como nação”, disse a empresa em comunicado. “Deploramos a ação militar da Rússia que viola a integridade territorial da Ucrânia e põe o povo em perigo.”
No mesmo dia, a TotalEnergies repudiou as ações da Rússia e disse que não forneceria mais capital para novos projetos no país. A gigante petrolífera francesa efetua negócios na Rússia há 25 anos e recentemente ajudou em um grande projeto de gás natural na costa da Sibéria.
Na quarta-feira (2), o conselho da petroleira portuguesa Galp informou, em nota ao mercado, a suspensão de novas compras de produtos de petróleo vindas da Rússia ou de empresas russas. A empresa disse que lamenta os atos de agressão do país contra o povo da Ucrânia.
As empresas decretaram as sanções um dia após o anúncio da gigante britânica BP, que disse que deixará sua participação de quase 20% na petrolífera russa Rosneft. Esse movimento pode custar à empresa britânica mais de US$ 25 bilhões.