Fonoaudióloga alerta para importância da intervenção precoce no desenvolvimento infantil da fala
Fonoaudióloga Flávia Rebello destaca papel da família e dos profissionais na identificação de sinais de alerta

Foto: FB Comunicações
O episódio do podcast exibido em 28 de fevereiro recebeu a fonoaudióloga infantil Flávia Rebello para uma conversa sobre os marcos do desenvolvimento da fala, sinais de alerta na infância e os desafios no acompanhamento de crianças neurodivergentes.
Durante a entrevista, a especialista enfatizou que a prioridade deve ser a intervenção diante das dificuldades observadas, independentemente da formalização imediata de um diagnóstico. “ É mais importante do que fechar o diagnóstico e a gente perceber nas crianças as dificuldades dela e começar com a intervenção, né? A intervenção com terapeutas nada mais é do que orientações profissionais para aquela família que não tem o conhecimento sobre a causa.”
Flávia também destacou que o debate sobre o autismo ganhou maior visibilidade nos últimos anos e relembrou como os critérios diagnósticos evoluíram ao longo do tempo. Segundo ela, no início dos anos 2000, os casos identificados eram, em sua maioria, considerados mais severos. “ Na época da minha faculdade, eu entrei na faculdade em 2003. Então, quem era autista que entrava lá era só diagnosticado quando o autismo era nível 3. Que tinha muitos desajustes, muitas crises, o que a gente chamava de autismo clássico, né? E aí veio depois mudanças na classificação médica mesmo de nomenclaturas no diagnóstico.”
Outro ponto ressaltado foi a responsabilidade dos profissionais que atuam na primeira infância na identificação de possíveis atrasos no desenvolvimento. “ As pessoas que estão ali, os profissionais que trabalham com crianças, seja médicos, seja pediatras, otorrinos, quem recebe essa criança logo na primeira infância, professores, é importantíssimo eles encaminharem essas famílias a buscar ajuda. Porque muitas vezes as famílias não sabem que aquele desenvolvimento é atípico.”
O episódio reforça a importância da escuta atenta, da orientação às famílias e do encaminhamento precoce para acompanhamento especializado como medidas fundamentais para o desenvolvimento infantil.


