Ex-assessor de Hugo Motta movimentou mais de R$ 3 milhões em seis meses de trabalho
Conhecido como Júnior do Peixe, o salário mensal do profissional era de R$ 3,3 mil líquidos

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Um ex-assessor do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), movimentou cerca de R$ 3,1 milhões em suas contas bancárias em apenas seis meses, período em que atuou para o parlamentar. O valor é considerado incompatível com o salário de assessor de gabinete, que era de R$ 3,3 mil líquidos. A informação é da coluna Andreza Matais, do Metrópoles.
O assessor, identificado como Jerônimo Arlindo da Silva Júnior e conhecido como Júnior do Peixe, além de ter trabalhado no gabinete de Motta, também trabalhou como dirigente da entidade Conafer. A empresa é uma das principais suspeitas de realizar descontos indevidos nas aposentadorias pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
No período de seis meses em que trabalhou com Motta, de outubro de 2020 a março de 2021, ele recebeu R$ 1,59 milhão de terceiros e suas contas bancárias e repassou R$ 1,57 milhão a contas de outros titulares.
Os dados e informações sobre a movimentação financeira do assessor foram enviadas pelo COAF à CPMI do INSS e obtidas pela coluna.
Em nota publicada em sua conta no Instagram em maio de 2025, o ex-assessor disse que “não mantinha qualquer vínculo” com a Conafer enquanto era assessor de Motta, e que só passou a trabalhar para a entidade depois.
“Em conformidade com a legislação vigente e visando evitar o acúmulo de cargos públicos, (Júnior) solicitou a exoneração do cargo de assessor parlamentar para assumir a função de diretor de políticas públicas da Conafer”, diz um trecho.
Atualmente, desde que saiu da Câmara, a renda declara por Júnior do Peixe à Receita é salário da Prefeitura de João Pessoa (PB), de R$ 4,3 mil.
Até o momento, o ex-assessor não se pronunciou sobre o caso.


