Ex-diretor da PRF alega "tortura física e psicológica" na prisão e pede transferência
Silvinei Vasques é investigado por suposta interferência nas eleições de 2022
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Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O ex-diretor geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, que se encontra detido no Complexo Penitenciário da Papuda desde a semana passada como parte de uma investigação sobre possível interferência nas eleições de 2022, alega estar sendo vítima de "tortura física e psicológica" no local.
Silvinei Vasques afirma que sua integridade física está em risco devido à proximidade com outros presos comuns na Papuda. Além disso, ele reclama do excesso de barulho na prisão, que tem prejudicado seu sono e agravado problemas de saúde relacionados à deficiência de imunidade.
A alimentação também é uma preocupação para Silvinei, pois ele relata que não está recebendo a alimentação adequada devido à sua resistência ao glúten, o que está causando fome e prejuízos à sua saúde.
A defesa de Silvinei Vasques também argumenta que a lei que trata dos servidores policiais da União garante a prisão especial. Com base nessas alegações, a defesa solicitou sua transferência do Complexo Penitenciário da Papuda para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, onde militares são mantidos presos provisoriamente. O pedido de transferência está atualmente pendente na Vara de Execuções Penais de Brasília.