Grupo criminoso suspeito de falsificar compras de abadás é reconhecido em Salvador
Estudante de marketing, suspeita de envolvimento foi ouvida e confessou participação na organização criminosa; prejuízo chega a R$21 mil
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Foto: Divulgação/Ascom/PCBA
Equipes da Polícia Civil realizaram nesta quarta-feira (26) medidas para detectar novos envolvidos na organização criminosa acusada de falsificar aquisição de vários acessos a um camarote de Salvador. Policiais da Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon) aumentaram as investigações depois de uma jovem formada em marketing ser ouvida como investigada. A ação teve o apoio do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic).
A suspeita negou qualquer ligação com a organização criminosa. Porém, depois de ser confrontada pelos policiais, foi interrogada sobre um registro fotográfico em que ela está retirando abadás na loja. Depois do interrogatório, a mulher afirmou ter participado no esquema fraudulento, ainda que não tenha dito a identidade do principal líder da organização criminosa. De acordo com a investigada, um homem a convidou para fazer parte da fraude através do Instagram e, logo após, bloqueou o perfil dela, impossibilitando qualquer contato posterior. A mulher não soube oferecer mais informações sobre o suspeito.
Até agora, as investigações indicam para a participação da mulher, que mora em um bairro nobre da capital baiana, e gerou uma perda de R$ 21 mil ao camarote. As autoridades seguem trabalhando para resgatar os abadás restantes e localizar todos os membros do grupo.
O advogado da investigada entregou, nesta quarta-feira (26), dois abadás, como parte da devolução dos produtos conseguidos fraudulentamente. O principal suspeito, identificado como líder da associação criminosa, foi novamente intimado pela polícia, porém preferiu por continuar em silêncio.
A investigação continua com diligências intensivas, com a expectativa de prosseguir até o final do carnaval. As penas para os envolvidos no esquema de estelionato e associação criminosa podem chegar até 15 anos de prisão.