Haddad anuncia que quer taxar fundos exclusivos, investimento de multimilionários
Neste modelo, 2.568 investidores têm aplicados R$ 756,8 bilhões

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), anunciou na quarta (19), que pretende enviar um projeto ao Congresso para taxar fundos exclusivos, também conhecidos como “fundos dos super-ricos”.
A medida está inserida no pacote de ações para aumentar a arrecadação pública e tornar o novo arcabouço fiscal viável. O governo quer arrecadar cerca de R$ 10 bilhões com a tributação, o que já representa 8,54% do aumento previsto com essas medidas, de R$ 117 bilhões.
Os fundos exclusivos consistem em investimentos que são realizados de forma personalizada, com o cotista — que pode ser pessoa física ou jurídica — sendo o único responsável por custear a criação e a manutenção dele. Para ter essa aplicação é preciso desembolsar no mínimo R$ 10 milhões.
O gestor desses fundos tem a alternativa de alocar dinheiro em produtos como ações, multimercado ou renda fixa. É ele quem personaliza e define como será o investimento.
Segundo levantamento realizado pelo TradeMap, o Brasil registrava 2.568 fundos exclusivos com um único cotista até a última terça-feira (18), com aproximadamente R$ 756,8 bilhões investidos ao todo — valor que representa 12,3% do patrimônio total da a indústria de fundos e uma média de R$ 294,7 milhões por investidor.