Humanizar para romper ciclos de agressão
Confira o editorial desta terça-feira (15)

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Conteúdos relativos aos direitos humanos e à prevenção de todas as formas de violência contra a criança, o adolescente e a mulher farão parte, como temas transversais, dos currículos da Educação Básica.
É uma determinação, assinada pelo presidente Bolsonaro, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
Segundo o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, de janeiro a maio deste ano, a Central registrou 28,1 mil denúncias de violências contra as mulheres.
A inserção tem como objetivo incentivar ações educativas sobre os temas nas escolas públicas e privadas de todo o país.
A nova lei tem uma importância significativa na conscientização das futuras gerações. Significa acreditar na educação das crianças como o melhor caminho para a superação da violência contra as mulheres.
O tema da violência contra às mulheres, por exemplo, pode – e deve – ser abordado nas escolas a partir dos elementos cotidianos. Humanizar as relações desde a infância é essencial para romper com os futuros ciclos de agressão. E não há dúvidas que este será um processo que terá ampla adesão de profissionais da educação.