Inadimplência volta a crescer entre pequenas empresas após fim de medidas do auxílio
Entre 24 de dezembro e 4 de janeiro, 57% das empresas não conseguiram pagar despesas

Foto: Reprodução/ Agência Brasil
As medidas de auxílio a empresas chegaram ao fim, e depois de meses de baixa inadimplência, as empresas começaram a receber os primeiros impactos do ambiente econômico ainda afetado pelo coronavírus.
A expectativa dos economistas é de que as dívidas em atraso cresçam mais entre as micro e pequenas empresas, principalmente as dos segmentos de comércio e serviços, que dependem da movimentação dos clientes.
Uma pesquisa do Sebrae mostra que em novembro, 68% dos pequenos negócios no Brasil tinham dívidas em aberto ou contas atrasadas. Os débitos mais comuns são contas com bancos, impostos e taxas, aluguel, fornecedores de matéria-prima e serviços.
Um levantamento feito pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) também mostra que entre 24 de dezembro e 4 de janeiro, 57% dos estabelecimentos não conseguiram pagar as despesas como aluguel, salários, fornecedores e impostos. Entre esses, 63% ainda estão em atraso com o Simples Nacional.