Irã analisa propostas dos EUA em meio a novas tensões no Estreito de Ormuz
Donald Trump alerta contra "chantagem" após bloqueio de rota marítima e ataques a petroleiros com bandeira indiana

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O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã confirmou que está avaliando novas propostas encaminhadas pelo governo dos Estados Unidos. O conteúdo das negociações foi transmitido pelo chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, que finalizou uma visita oficial de três dias a Teerã. De acordo com a agência de notícias Tasnim, as autoridades iranianas ainda não emitiram uma resposta formal aos termos apresentados.
A movimentação diplomática ocorre em um cenário de escalada militar. O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Índia confirmou que, neste sábado (18), dois navios petroleiros com bandeira indiana foram atacados enquanto tentavam atravessar o Estreito de Ormuz. Em resposta à instabilidade na região, o Exército norte-americano sinalizou que prepara operações para abordar e apreender embarcações ligadas ao Irã em águas internacionais nos próximos dias.
Posicionamento da Casa Branca
Durante a assinatura de uma ordem executiva na Casa Branca, o presidente Donald Trump criticou duramente a postura de Teerã em relação ao bloqueio da rota estratégica, essencial para o escoamento global de petróleo. O mandatário norte-americano reiterou que não cederá a pressões externas sobre o controle da navegação.
"Eles queriam fechar o estreito novamente. Eles não podem nos chantagear", declarou o presidente.
Apesar do tom de alerta, Trump mencionou a existência de diálogos paralelos que buscam a estabilidade na região.
Negociações e Defesa
O governo dos EUA mantém uma estratégia de dualidade, combinando a abertura para "conversas muito boas" com o objetivo de suspender as hostilidades no Oriente Médio à manutenção de uma "postura firme" no campo militar.
A análise das propostas por parte do Conselho Supremo de Segurança Nacional — órgão subordinado diretamente ao Líder Supremo do Irã — é vista por observadores internacionais como um passo crítico para definir se a crise no Estreito de Ormuz seguirá para uma resolução diplomática ou para um aprofundamento do confronto naval.


