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Jerônimo condena ataque à Venezuela e afirma que atuará para auxiliar baianos que estejam no país

Em publicação nas redes sociais, o governador afirmou estar alinhado com o posicionamento do presidente Lula, que classificou o ataque como "uma afronta gravíssima à soberania" da Venezuela

Por Deivide Sena
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Jerônimo condena ataque à Venezuela e afirma que atuará para auxiliar baianos que estejam no país

Foto: Farol da Bahia

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), se manifestou sobre o ataque militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, anunciado pelo presidente Donald Trump, neste sábado (3). Em uma publicação nas redes sociais, o gestor afirmou que atuará para auxiliar os baianos que estão no país atacado.

Jerônimo iniciou o pronunciamento afirmando estar alinhado com o posicionamento do governo Lula (PT), que declarou ser contra os bombardeios na Venezuela. "Hoje, mais um país latino-americano sofreu grave agressão de uma potência estrangeira. Alinho-me ao posicionamento do governo brasileiro, que, por meio do presidente Lula, manifestou sua oposição firme em relação ao ocorrido", escreveu o governador.

"O Governo da Bahia está atuando para identificar a situação dos baianos que se encontram na Venezuela e agindo para que suas necessidades sejam atendidas pela Embaixada do Brasil naquele país, em conjunto com as dos demais brasileiros, bem como junto ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Seguimos firmes no compromisso contra a violência e a favor da defesa do diálogo e da convivência pacífica entre os países", complementou.

Confira a publicação:

Mais cedo, o presidente Lula condenou o ataque militar e o classificou como "uma afronta gravíssima à soberania" do país sul-americano.

"Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional, escreveu Lula em uma publicação no X (antigo Twitter).

"Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo", complementou.

Entenda

O ataque à Venezuela foi confirmado pelo presidente Donald Trump neste sábado (3). Segundo o gestor, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e a primeira-dama, Cilia Flores, foram capturados na ação.

Em comunicado, o regime venezuelano afirmou que o país sofreu ataques em diversas cidades, incluindo a capital, Caracas. Diante da situação, o país sul-americano declarou estado de emergência.

A ofensiva norte-americana ocorre após meses de ameaças e pressão militar na América Latina e no Caribe, sob a justificativa de combate ao tráfico de drogas.

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