Líderes de esquerda impedem aumento de número de servidores beneficiados com remuneração acima do teto
No texto aprovado pelo Congresso, 72 servidores serão beneficiados; deputados tentavam aumentar para 581 pessoas
Na última terça-feira (3), a Câmara dos Deputados aprovou três projetos que terão grande impacto nas contas públicas. Dois deles são referentes a um pacote para os servidores do próprio Legislativo, que prevê um reajuste linear anual de 9% e criação de gratificações de desempenho que podem dobrar o salário e extrapolar o teto do funcionalismo público. A informação é do jornal O Globo.
Pelo texto, os servidores também poderão ter direito a uma folga a cada três dias trabalhados. Caso não queiram a folga, poderão receber o correspondente em dinheiro, o que pode ultrapassar o teto.
Os projetos foram aprovados na Câmara e no Senado e agora seguem para sanção ou veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Da maneira que o texto foi aprovado, serão beneficiados com essa remuneração acima do teto 72 servidores, de acordo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos).
Os deputados presentes tentaram aumentar o número de servidores que seriam beneficiados com a possibilidade do aumento na remuneração para 581 pessoas, mas recuaram diante da falta de acordo entre partidos.
O deputado Julio Cesar Ribeiro (Republicanos) apresentou uma emenda ao texto que permitia a ampliação desse benefício. Nos bastidores, porém, líderes de esquerda se mobilizaram para que a proposta não fosse adiante. Parlamentares do PSOL e do PT relataram que fecharam posição para barrar qualquer dispositivo que abrisse brecha para remuneração acima do teto, independentemente do cargo.
O líder do PT, Pedro Uczai (SC), assumiu a linha para impedir o avanço da mudança, segundo relatos de parlamentares. outro líder também se posicionou contra, o que fez o movimento recuar.


