Material genético de policiais é encontrado em carro de assassinos de delator do PCC, em São Paulo
Antônio Vinícius Lopes Gritzbach foi morto no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, no final do ano passado
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Foto: Divulgação/Polícia Civil
O instituto de Criminalística da Polícia Científica de São Paulo identificou, através de pesquisas, a presença de material genético de policiais militares no carro usado no assassinato de Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, delator do Primeiro Comando da Capital (PCC) morto a tiros no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, no final do ano passado.
Segundo o laudo emitido, os vestígios biológicos encontrados contêm DNAs compatíveis aos do soldado Ruan Silva Rodrigues e do cabo Dênis Antônio Martins. As amostras foram coletadas da maçaneta e porta-luvas do veículo usado pelos atiradores.
Por meio de nota, a Secretaria de Segurança Pública divulgou as informações do laudo.
"O laudo pericial foi concluído pela Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC) na tarde desta quarta-feira (26) e encaminhado para as autoridades do DHPP e da Corregedoria da Polícia Militar. O documento apontou a presença de material genético de dois policiais militares, que já estão presos, no veículo e roupas utilizados no dia do crime."
Os soldados Rodrigues e Martins estão presos por acusação de envolvimento na morte de Gritzbach. O tenente Fernando Genauro da Silva, que foi apontado como motorista do carro, não teve material genético encontrado no veículo.
Na última sexta-feira (21), o Ministério Público (MP) apresentou denúncia contra 12 suspeitos de envolvimento em corrupção, lavagem de dinheiro e outras atividades criminosas. Os promotores solicitaram que ao menos R$ 40 milhões sejam confiscados dos denunciados.