Mercosul: Bolsonaro diz que está corrigindo 'opiniões distorcidas' sobre Brasil para fechar acordo com UE
Durante a reunião, Bolsonaro disse que tem como prioridade dar mais eficiência ao Estado e tornar a economia brasileira mais dinâmica

Foto: Reprodução / Marcos Corrêa/PR
O presidente Jair Bolsonaro participou da primeira reunião virtual de cúpula de presidentes do Mercosul. Na ocasião, ele Bolsonaro fez um apelo para que os líderes do bloco instruam seus negociadores a deixarem prontos, para serem assinados ainda neste semestre, os acordos de livre comércio com a União Europeia (UE) e o Efta (bloco formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein).
Bolsonaro afirmou que, da parte do Brasil, seu governo está procurando corrigir o que chamou de "opiniões distorcidas" que arranharam a imagem do país no exterior.
“Nosso governo vai desfazer opiniões distorcidas sobre o Brasil, mostrando ações que temos tomado em favor da Floresta Amazônia e do bem-estar das populações indígenas”, disse.
A França, Irlanda e Áustria, sinalizaram que não pretendem ratificar o acordo com o Mercosul. Citam o aumento do desmatamento no atual governo e o estímulo à grilagem de terras, que prejudica, além do meio ambiente, comunidades indígenas e quilombolas.
Durante a reunião, Bolsonaro criticou o governo do venezuelano Nicolás Maduro e lamentou que Jeanine Áñez, que assumiu a Presidência da Bolívia com o apoio do governo brasileiro, após a renúncia de Evo Morales, não tenha participado ativamente dos trabalhos realizados pelo Mercosul nos últimos seis meses. A Bolívia é membro associado do Mercosul, e Morales está exilado na Argentina.
“Estamos na expectativa de que [a Venezuela] retome o quanto antes o caminho da liberdade. E lamento que o governo de Jeanine Áñez não pôde participar dos trabalhos ao longo do semestre”, declarou Bolsonaro.
Jair Bolsonaro defendeu a revisão da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul, usada no comércio com mercados que não fazem parte do bloco. Enquanto o Brasil conta com o apoio do Paraguai e do Uruguai ao buscar a abertura dos mercados por meio da redução das alíquotas de importação, a Argentina pede cautela, alegando estar preocupada em proteger suas indústrias.
“A reestruturação interna e a reforma da TEC são medidas indispensáveis para consolidar o Mercosul como fonte de prosperidade para nossos povos”, afirmou.
O presidente do Brasil disse ainda que tem como prioridade dar mais eficiência ao Estado e tornar a economia brasileira mais dinâmica. Lembrou que conseguiu aprovar, no ano passado, a reforma da Previdência e destacou que seu objetivo é melhorar o ambiente de negócios e atrair mais investimentos.
Bolsonaro afirmou que o Brasil quer avançar em negociações com Canadá, Coreia do Sul, Cingapura e Líbano. Acrescentou que também pretende expandir os acordos que já existem com Israel e Índia.