Ministério da Saúde quer produzir e implantar canetas emagrecedoras no SUS, diz Padilha
Ministro da Saúde revelou comentou sobre a quebra da patente do princípio ativo do Ozempic

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, revelou que a pasta tem estudado formas de implantar no SUS programas de tratamento para a obesidade com a semaglutida, princípio ativo das canetas emagrecedoras. A declaração foi feita em entrevista ao jornal O Globo. A patente da medicação expira neste mês, o que possivelmente pode levar a produção de drogas mais baratas.
A pasta comunicou que trabalha em três eixos para enfrentar a epidemia de obesidade. O primeiro e a política de prevenção na estratégia "Viva Mais Brasil". O segundo, é referente a produção nacional e domínio de tecnologia dessas medicações e o terceiro seria a implantação da semaglutida no SUS.
De acordo com Padilha, está sendo elaborado um protocolo para que um grupo específico de pacientes possam ter acesso à essas medicações pelo SUS. O estudo tem sido desenvolvido no Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre, vinculado ao Ministério da Saúde.
Ainda não foi definido o perfil dos pacientes, porém o ministro antecipou que seriam pessoas com obesidade avançada, comorbidades e que estão na fila para cirurgia bariátrica. Atualmente, não há no SUS medicamentos para controle de peso.
Segundo o chefe da pasta, o Ministério da Saúde quer que o Brasil domine a tecnologia de produção de peptídeos, que são a base das canetas para emagrecer. Atualmente a Anvisa tem um edital específico para a produção dessas substâncias.
O percentual da população brasileira adulta com excesso de peso cresceu de 42,6% em 2006 para 62,6%, em 2024, segundo o Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel).
Já obesidade (IMC maior que 30), passou de 11,8% em 2006 para 25,7% em 2024.


