Mpox: reconhecer sinais suspeitos e procurar atendimento precoce é fundamental, recomenda dermatologista!
Aos detalhes....

Foto: Divulgação
As lesões de Mpox voltaram ao centro das atenções de profissionais de saúde e da população, especialmente diante de novos registros da doença em diferentes regiões. Embora a infecção costume apresentar sintomas sistêmicos como febre e mal-estar, são as manifestações cutâneas que mais despertam dúvidas e exigem atenção. Segundo a dermatologista Priscila Fróes, quer atua na Novaimuno, clínica que integra o Grupo CITA, em Salvador, reconhecer precocemente as características das lesões é fundamental para diagnóstico oportuno, isolamento adequado e redução da transmissão.
De acordo com a especialista, as lesões de Mpox costumam evoluir em estágios bem definidos. “Elas geralmente começam como manchas avermelhadas, evoluem para pápulas (elevações sólidas), depois para vesículas com líquido claro, tornam-se pústulas (com conteúdo purulento) e, por fim, formam crostas”, explica.
Um dos aspectos que ajudam na identificação é o fato de que, diferentemente de outras infecções, as lesões tendem a estar na mesma fase evolutiva em determinada área do corpo. Além disso, podem ser dolorosas, especialmente nas fases iniciais.
As regiões mais acometidas incluem face, genitais, região perianal e extremidades. Em alguns casos, pode haver lesões na mucosa oral, o que causa dor ao engolir. Outro sinal de alerta é a associação com sintomas gerais, como febre, dor de cabeça, aumento dos linfonodos (ínguas) e cansaço, que costumam preceder ou acompanhar o surgimento das lesões.
Como diferenciar de outras doenças dermatológicas
A semelhança com outras condições de pele pode gerar confusão. Herpes simples, varicela, molusco contagioso e até reações alérgicas estão entre os diagnósticos diferenciais mais comuns. “A herpes, por exemplo, costuma formar pequenas vesículas agrupadas sobre base avermelhada e é recorrente na mesma região. Já a varicela apresenta lesões em diferentes estágios ao mesmo tempo, espalhadas principalmente pelo tronco”, destaca a médica.
No caso do molusco contagioso, as lesões geralmente são pequenas pápulas com umbilicação central e não costumam ser dolorosas. Reações alérgicas, por sua vez, tendem a provocar coceira intensa e não seguem a progressão típica observada na Mpox.
A dermatologista ressalta que o contexto clínico também é determinante. Histórico de contato próximo com caso confirmado, múltiplos parceiros sexuais ou participação em ambientes com aglomeração recente podem aumentar a suspeita.
Quando procurar avaliação especializada
Segundo a dermatologista, qualquer lesão de origem desconhecida associada a febre ou mal-estar deve motivar avaliação médica. A recomendação é evitar contato físico próximo até esclarecimento diagnóstico. “Não é indicado manipular as lesões ou tentar tratá-las por conta própria. O diagnóstico correto depende de avaliação clínica e, quando necessário, de exames laboratoriais específicos”, orienta a dermatologista da Novaimuno.
“A busca por atendimento especializado é especialmente importante nos seguintes casos: dor intensa nas lesões; feridas em região genital, anal ou ocular; sintomas sistêmicos persistentes; pessoas imunossuprimidas, gestantes ou crianças”, orienta a dermatologista.
Para Priscila Fróes, informação de qualidade é uma das principais ferramentas no enfrentamento da doença. “Reconhecer sinais suspeitos e procurar atendimento precoce protege não apenas o paciente, mas também a comunidade”, conclui.

