VÍDEO: Nova lei sobre kits de praia no Porto da Barra gera reações entre banhistas e barraqueiros; veja
Prefeitura de Salvador sancionou, na última quinta-feira (8), a lei que proíbe a instalação antecipada de kits de praia

Foto: Farol da Bahia
A Prefeitura de Salvador sancionou, na última quinta-feira (8), a lei que proíbe a instalação antecipada de kits de praia – que envolvem cadeiras, mesas e guarda-sóis – na faixa de areia do Porto da Barra sem solicitação prévia dos clientes.
A proposta, de autoria do vereador Alexandre Aleluia (PL), foi aprovada pela Câmara Municipal em outubro de 2025 e entrou em vigor após a publicação da sanção no Diário Oficial do Município (DOM).
“Fica expressamente proibida a colocação antecipada de kits de praia na faixa de areia antes da locação pelo usuário”, diz trecho da lei.
Ao Farol da Bahia, banhistas celebraram a lei, sob a alegação de que, sem os kits ocupando toda a faixa de areia, o espaço torna-se mais agradável.
“Porque a praia é um espaço livre, né? Um espaço que a gente pode chegar com a nossa canga, com a nossa cadeira e ter o acesso tranquilo, sem nenhuma perturbação. E quanto mais espaço pra gente que vem curtir a praia, é importante”, avaliou o banhista Ângelo Márcio.
Para o turista Ramon Ferraz, a mudança foi importante para afastar a ideia de que a praia do Porto da Barra tem “dono”. “Eu gostei muito, porque deixa o pessoal mais livre, não fica aquele aspecto como se a praia tivesse dono, mas sim para ficar livre pra todo mundo fazer da forma que achar melhor. Uns querem a barraca, mas uns querem trazer a canga, então eu achei super bacana”, disse.
Vendedores defendem diálogo e subsídio
Barraqueiros que atuam no Porto da Barra reconhecem que há perda de espaço, uma vez que banhistas tendem a preencher cada vez mais a faixa de areia com cangas e cadeiras próprias, mas, ainda assim, avaliaram positivamente a medida.
“É mais complicado, porque muitos banhistas colocam as cangas na areia, então, de certa forma, a gente perde um pouco do nosso espaço. Mas, acredito que tudo com jeitinho, com conversa, com respeito, possa ficar tudo em paz, tudo tranquilo”, afirmou Karine Tamires, vendedora há 17 anos no Porto da Barra.
O barraqueiro Nilton Silva, porém, defende a necessidade de um subsídio por parte da Prefeitura de Salvador. "Eu concordo que o banhista pode opinar onde quer ficar, porém, tem que ter subsídio para os barraqueiros terem uma renda melhor nesse verão [...] então, tem que sentar e ter um consenso", opinou.
Trabalhadores também foram questionados pela reportagem sobre o trecho da lei que determina que, caso os kits de praia sejam instalados sem que tenham sido solicitados, clientes podem usufruir dos objetos gratuitamente. Para Nilton, medida é justa, uma vez que é entendida como uma punição pela transgressão da lei.
“A praia, primeiramente, é do cliente, do banhista. Segundo, do barraqueiro, porque o barraqueiro precisa do banhista. Porque quando dá aquele sol de 40 graus, ninguém aguenta. Aí se solicitar o material, leva. Concordo. Tem que punir mesmo. Se colocar o material sem cliente sentado, ele pode sentar de graça. Concordo plenamente”, respondeu.
Karine Tamires, por sua vez, chama a atenção para os investimentos associados às barracas e, portanto, ao prejuízo que os barraqueiros podem ser submetidos diante disso.
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