Pesquisa aponta que 50% das pessoas que criam metas e desistem antes do Carnaval
Segundo médico, o cérebro é o principal inimigo

Foto: Reprodução
De acordo com um estudo publicado no instituto Statistic Brain Research Institute, aponta que que 50% das pessoas que fazem planos para o ano mudam de ideia já em janeiro, e 27% nem esperam a virada e já desistem das promessas no final de dezembro.
Objetivos irreais e a falta de planejamento são as principais causas desse resultado. "A meta criada precisa estar de acordo com os valores de vida, ser relevante e trazer um impacto positivo para a pessoa. Imagine alguém querendo crescer na empresa, mas sabe que isso vai afetar a sua família, que é o mais importante para ela? Claro que ela vai arrumar uma maneira de sabotar o trabalho”, diz Douglas Maluf.
Segundo o profissional, é preciso ter uma “conexão racional e emocional” com esse desejo. Com essa questão maior resolvida e novas metas desenhadas, ainda é preciso pensar no planejamento. Essa fase exige um pensamento invertido da situação. "As pessoas fazem planos pensando no resultado que elas querem chegar, e a primeira pergunta a fazer é: o que vou precisar mudar na minha rotina para atingir essa meta. Se quero ler tantos livros no ano, em que momento eu vou ter tempo de fazer isso?”, pontua o psicólogo Ronaldo Coelho.
O cérebro é o principal inimigo, segundo Fernando Gomes, neurocirurgião e neurocientista do Hospital das Clínicas de São Paulo. O órgão corresponde a 2% do peso do nosso corpo e consome muita da nossa energia. “Por isso, ele adora processos fáceis de serem resolvidos. O seu cérebro não quer te tirar da zona de conforto”, elucida o médico.
Por esse motivo, não dá para tirar muitos momentos de prazer, nem exigir demais de uma vez só. “Imagine que se você tivesse que aprender a mexer no seu computador todos os dias? Seu cérebro ficaria estressado. Então, é preciso adquirir novos conhecimentos e novos hábitos, aos poucos”, explica o médico.